sábado, agosto 13, 2022
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As principais tendências tecnológicas que as empresas devem ficar de olho em 2022

Hiperautomação estará no centro das atenções, afinal, estabelecimentos estão sobrecarregados de informações unidimensionais, as quais não oferecem nenhum insight real

Prever o futuro é muito difícil. Devido às mudanças naturais das coisas e situações, pressagiá-lo no setor de tecnologia é ainda mais arriscado. Não é à toa que há inúmeros exemplos de inteligências artificiais que nunca foram adotadas porque outras chegaram a tempo ou se saíram melhor no mercado. Então, tendo em mente que a “melhor maneira de prever o futuro é estudar o passado”, como ensinou o filósofo chinês Confúcio, a Run2Biz, a partir do legado deixado nesses dois últimos anos marcados pela pandemia da Covid-19, traça um panorama de compreensão sobre os rumos da inovação para as empresas não perderem o “time” em 2022.

Para isso, Emauri Gaspar, Co-Founder da startup 100% nacional cujo propósito é ajudar as empresas na digitalização dos fluxos de trabalho, se baseou no último estudo do Gartner, que identificou que as principais tendências de tecnologia indispensáveis para os negócios se manterem vivos – e saudáveis – são as que envolvem flexibilidade, digitalização, mobilidade e eficiência.

A primeira tendência, então, explica Emauri, diz respeito à segurança cibernética, assunto de máxima urgência nas organizações de todos os portes e segmentos, porque à medida que acresce o uso da tecnologia, há aumento também das ameaças à integridade e confiabilidade das informações. “Lamentavelmente, aqui, no Brasil, muitos empresários só percebem a importância de se fazer investimento nessa área após serem vítimas de fraudes, ciberataques ou extorsões, muitos, inclusive, perdendo documentos e arquivos essenciais para o bom andamento do negócio, e, como consequência, tendo prejuízos financeiros e de imagem”.

Em segundo lugar, destaque para a proteção de informações, uma vez que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) inaugurou uma nova cultura de privacidade no Brasil, demandando a conscientização das empresas sobre o assunto. Neste quesito, vale lembrar que aqueles que não estão em conformidade com a legislação podem ser multados em até R$ 50 milhões, além do risco de eliminação, bloqueio e suspensão das atividades de coleta das informações.

Outra predisposição são os aplicativos projetados especificamente para uma arquitetura de computação em nuvem, em virtude do aumento na receita e da redução nas despesas operacionais que costumam estar associados a ela.

“A nuvem associa um valor específico por meio da agilidade e escalabilidade, fazendo com que o usuário amplie seu ROI [Return on Investment (Retorno Sobre o Investimento)] e minimize os gastos, principalmente os desperdícios, além de seu amplo padrão de atendimento a qualquer demanda”, informa Emauri Gaspar. Emauri Gaspar, cofundador da Run2Biz

Como as decisões terão que ser tomadas em um cenário sempre de incertezas, se faz imperativo um change management (gestão de mudanças) mais aprimorado, de preferência com as soluções do Information Technology Infrastructure Library (em português, Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação), conhecido como ITIL 4, solução em que o gestor pode acoplar todas as rotinas empresariais, desde a infraestrutura, passando pela operação e manutenção de serviços, até mesmo planos de melhorias, enxergando com mais exatidão o cliente como seu alvo e, portanto, garantindo a qualidade dos produtos ou serviços ofertados.

Por fim, a hiperautomação, a qual reúne todas essas tendências e combina inteligência artificial, aprendizado da máquina, internet das coisas e automação robótica de processos (RPA), exclui o trabalho repetitivo e burocrático dos humanos, suavizando o caminho para automatizar tarefas de ponta a ponta, liberando e fortalecendo as habilidades dos indivíduos dentro das organizações.

“Ocorre que as pessoas, as empresas, ou melhor, o mundo está sobrecarregado de informações. Contudo, são dados unidimensionais, que oferecem poucos insights reais, ou nenhum. Com soluções hiperautomatizadas é possível ter um raio X da vida real e estabelecer as tendências para o futuro, afinal, fazendo uso de ferramentas de integrações plug-and-play e análises mais incorporadas é possível ter uma dimensão extra para a tomada de decisões em torno dos dados”, finaliza Emauri Gaspar.

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