quarta-feira, agosto 10, 2022
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Estudo revela alterações no ciclo menstrual após as vacinas contra covid-19

Segundo especialista, mudanças são leves e provisórias, e não devem preocupar mulheres que receberam o imunizante

Um estudo publicado no início do mês na revista científica Obstetrics & Gynecology revelou que a aplicação da vacina contra covid-19 promoveu pequenas mudanças no ciclo menstrual de mulheres. As informações são do site Ig Saúde.

Os autores da pesquisa analisaram os dados reportados em um aplicativo de rastreamento de fertilidade que permite o uso dos dados não identificados para pesquisas. Lá, as usuárias inserem informações sobre temperatura e ciclos menstruais.

Os especialistas notaram que em média, a primeira dose de vacinação foi associada a um aumento de 0,71 dias na duração do ciclo, e na segunda dose, um aumento de 0,91 – em ambas as situações, menos de um dia.

Segundo o ginecologista Dr. Luciano Curuci, as alterações não devem ser motivo de preocupação. “Os estudos mostram que isso não é duradouro, durando no máximo três meses, por uma pequena fração de dias, e não deve preocupar. Existem vários fatores que podem alterar o fluxo, não só a vacina – o próprio fator emocional, com o stress causado pela pandemia, pode alterar o ciclo menstrual, bloqueando a ovulação e causando a ausência da menstruação, ou em alguns casos essa perda de sangue ou uma hemorragia”, explica.

“A vacina também pode fazer algumas alterações no organismo porque traz uma reação – a intenção é essa, uma reação. As mulheres podem procurar o ginecologista, relatar o que está acontecendo, mas não devem se preocupar porque não é um efeito que vai ser duradouro”.

Curici lembra que a comunidade médica ainda está aprendendo com as vacinas contra a covid-19, por tratar-se de um imunizante criado há pouco mais de um ano.

“Não é comum toda vacina causar alteração de ciclo, mas estamos aprendendo sobre a vacina do covid-19, vivenciando a criação e o uso na população em geral. É tudo muito novo”, afirma.

As alterações não podem – e não devem, segundo o médico, se tornarem um impeditivo para que as mulheres não se vacinem contra a covid-19.

“Como já falamos, apenas uma parcela das mulheres apresentam essa alteração. Isso não deve se tornar uma contra-indicação [para a vacina]. Se ocorrer, entre em contato com o seu médico e relate o ocorrido para que seja observado. Caso a mulher esteja usando um contraceptivo hormonal, pode checar também essa alteração com o ginecologista, mas não há risco de trombose, por exemplo, se agregá-lo à vacina. Deve sim, tomar vacina, e deve sim continuar se protegendo de uma eventual gravidez indesejada.”

O estudo observou 3.959 indivíduos – 2.403 vacinadas e 1.556 não vacinadas com doses da Pfizer e da Moderna.

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