quarta-feira, agosto 10, 2022
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Onze escolas municipais de São José do Rio preto-SP suspendem suas aulas após surto de Covid-19

Menos de duas semanas após o retorno das aulas presenciais, 11 escolas municipais de Rio Preto tiveram de afastar alunos de 17 classes pela suspeita ou confirmação de casos de Covid

Até esta segunda-feira, (14/2), pelo menos 17 salas de aula, de 11 escolas municipais de Rio Preto-SP, estão em quarentena de duas semanas por conta de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 entre crianças, professores ou funcionários. Em uma delas, localizada no bairro São Jorge, há quatro turmas em isolamento, recebendo aulas remotas. Embora a Secretaria de Educação informe que tem protocolos bem estabelecidos sobre procedimentos a serem adotados em casos de surto, a reportagem apurou que diretores e professores “batem cabeça” sobre como devem agir. A dúvida mais recorrente de pais consultados pelo Diário é o critério de “surto”. As informações são do site Diário da Região.

De acordo com a Secretaria de Saúde, que elaborou o protocolo para retomada das aulas presenciais ainda no ano passado, bastam dois casos suspeitos ou confirmados para que seja determinado o isolamento de 14 dias da turma. Se esta turma, ou professor, teve contato com outra sala, considera-se surto na escola e a unidade é fechada – algo que ainda não ocorreu em Rio Preto.

O município segue protocolo estabelecido pela Secretaria Estadual de Saúde, que considera suspeito o indivíduo que apresentar pelo menos dois sintomas característicos da Covid-19, como febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza e ausência de olfato ou paladar. O surgimento de apenas um sintoma não caracteriza justificativa para afastamento.

Para o pediatra e pneumologista João Batista Salomão, o protocolo adotado pela Prefeitura de Rio Preto deve resultar no afastamento de muitas crianças gripadas. “É absolutamente normal a incidência de síndromes respiratórias na retomada das aulas, por conta do contato entre crianças. O que eu mais atendo são crianças com febre e tosse. Mas é melhor afastá-las por uma simples gripe do que cogitar a possibilidade de que elas estejam convivendo com outras pessoas e compartilhando objetos estando positivadas”, disse.

Apesar disso, o especialista considera exagero interditar uma escola inteira pela incidência de apenas dois casos. “Basta isolar os alunos ou funcionários com suspeita. Dois casos é um número muito pequeno dentro do universo de uma escola. Até porque sabemos que o agravamento do coronavírus em crianças não é tão recorrente quanto em adultos. É mais comum em pacientes com comorbidades graves, como paralisias e cardiopatias, por exemplo”, explicou.

A costureira Bárbara Baldus tem uma filha de 2 anos matriculada no maternal da escola municipal Décio Monzoni Lang, no Parque da Liberdade. Na sala dela há três casos positivos.

“Na primeira semana do ano letivo minha filha teve tosse. Comuniquei a escola e decidi, por conta, não levá-la. Ela fez o teste PCR, mas deu negativo para Covid-19. Todos os pais deveriam ter essa consciência. Na semana seguinte, fomos comunicados sobre três casos positivos na sala”, disse.

Na unidade, as aulas presenciais foram suspensas no dia 7 e serão retomadas apenas no dia 21. “As crianças estão em casa. Mas e os pais? Estão em quarentena do trabalho?”, questiona.

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