sábado, agosto 13, 2022
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Mundial de surfe / 2ª etapa: Caio Ibelli é o Brasil nas quartas de final em Sunset, no Havaí

Caio vence duas baterias nas ondas desafiadoras de Sunset Beach e agora vai disputar a primeira vaga nas semifinais com Ezekiel Lau. Filipe Toledo, Deivid Silva e Jadson André ficaram nas oitavas de final. Próxima chamada: nesta quinta-feira às 7h50 no Havaí, 14h50 no Brasil.

Em mais um dia de ondas desafiadoras de 8-15 pés, foram definidas as quartas de final do Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido. Caio Ibelli está substituindo Gabriel Medina nestas etapas do Havaí e foi o único brasileiro a vencer duas baterias na quarta-feira (16), em Sunset Beach. Ele vai disputar a primeira vaga para as semifinais com o havaiano Ezekiel Lau. Filipe Toledo, Deivid Silva e Jadson André ficaram nas oitavas de final, enquanto Ítalo Ferreira, Samuel Pupo, João Chianca e o peruano Lucca Mesinas, perderam na terceira fase.

A segunda etapa do World Surf League Championship Tour 2022 deve continuar nesta quinta-feira, pois as previsões indicam que Sunset Beach vai seguir bombando altas ondas pelo terceiro dia consecutivo. A primeira chamada foi marcada para às 7h50, com um possível início das baterias às 8 horas no Havaí, 15 horas no Brasil. Então, nesta quinta-feira pode começar com as quartas de final masculinas ou com a categoria feminina, que ainda nem foi iniciada devido as condições muito perigosas do mar em Sunset Beach. O Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido pode ser assistido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com ou pelo Globoplay.

A quarta-feira foi um dia de mar clássico, com recordes sendo batidos a cada bateria e de muitas surpresas no Havaí. Entre os seis primeiros classificados para as quartas de final, nenhum tinha vitória em etapas do WSL Championship Tour. A primeira bateria ficou formada por Caio Ibelli e Ezekiel Lau. A segunda por dois havaianos, Barron Mamiya e Seth Moniz, que já ultrapassou Kelly Slater na liderança do ranking. E a terceira será entre o australiano Ethan Ewing e o norte-americano Jake Marshall. Somente a última quarta de final, será disputada por dois campeões de etapas do CT, o japonês Kanoa Igarashi e o australiano Jack Robinson.

Para realizar duas fases e já definir as quartas de final, foi utilizado o sistema “overlapping heats”, com duas baterias de 40 minutos de duração cada, sendo disputadas simultaneamente. Assim, foi possível fazer os dezesseis duelos da terceira fase e os oito das oitavas de final. Caio Ibelli entrou na primeira bateria do dia e já surfou um belo tubo na onda que valeu 6,50. Mas, o norte-americano Conner Coffin começou melhor, com nota 7,33.

Caio defendia a terceira posição no ranking e achou uma boa onda para fazer grandes manobras, abrindo longos arcos e atacando os pontos mais críticos, para receber a primeira nota excelente do dia, 8,50. Conner também surfou bem outra onda, mas a vitória brasileira foi confirmada por 15,00 a 14,26 pontos. Nas oitavas de final, Caio enfrentou outro norte-americano na primeira bateria e repetiu a dose. Ele começou forte com nota 8,00 surfando outro tubo, que somou com 5,10 para despachar Kolohe Andino por 13,10 a 10,57 pontos.

“Realmente, tem sido uma boa temporada havaiana para mim e estou muito grato por tudo que está acontecendo”, disse Caio Ibelli, irradiando felicidade. Ele perdeu sua vaga na elite dos top-34 do CT no ano passado e só está competindo nestas etapas do Havaí, porque o tricampeão mundial Gabriel Medina, cancelou sua participação para cuidar da saúde mental. Caio foi então convocado pela WSL e está honrando muito bem o convite. No Billabong Pro Pipeline somente parou nas semifinais e, agora, está nas quartas de final novamente.

“A vida tem essas reviravoltas loucas e estou testemunhando isso aqui”, continuou Caio Ibelli, que está na briga direta pela liderança do ranking em Sunset Beach, com os havaianos Seth Moniz que assumiu a ponta e Barron Mamiya e o japonês Kanoa Igarashi. “Três dias antes do evento, eu estava preocupado com o que poderia acontecer aqui e agora estou nas quartas de final. Isso é incrível. Eu sempre passo muito tempo no Havaí, muitas horas no mar tentando melhorar cada vez mais e a experiência nessas ondas traz resultados. Espero que continue assim.”

Sua segunda vítima na quarta-feira, Kolohe Andino, havia passado pelo peruano Lucca Mesinas na terceira fase. Já o próximo adversário de Caio Ibelli, é considerado como um dos favoritos ao título do Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido. O havaiano Ezekiel Lau já ganhou duas etapas do WSL Qualifying Series nessa praia, em 2013 e 2018 e foi vice-campeão na última delas em 2019, vencida pelo australiano Jack Robinson.

O segundo brasileiro a disputar classificação para as quartas de final foi Deivid Silva, que vinha mostrando muita potência no seu backside, com batidas verticais explodindo os pontos mais críticos das direitas de Sunset Beach. Foi assim que ele passou pelo australiano Ryan Callinan na terceira fase e liderou quase todo o duelo contra Barron Mamiya. Mas, nos últimos minutos, o havaiano achou boas ondas para somar notas 7,03 e 6,97 e virar o placar para 14,00 a 12,77 pontos. Mamiya já tinha eliminado o campeão olímpico Italo Ferreira na terceira fase.

Campeões Mundiais – Os outros campeões mundiais também foram barrados em suas primeiras baterias na quarta-feira e terminaram em 17º lugar no Hurley Pro Sunset Beach como Ítalo Ferreira, número 1 do mundo em 2019. O bicampeão mundial em 2017 e 2018, John John Florence, foi batido por uma pequena diferença – 13,93 a 13,27 pontos – pelo norte-americano Jake Marshall, um dos estreantes no CT deste ano.

O 11 vezes campeão mundial, Kelly Slater, estava na bateria seguinte com Matthew McGillivray, que perdeu sua vaga na elite em 2021 e está substituindo o contundido Yago Dora no Havaí. O sul-africano destruiu sua primeira onda e já largou na frente com nota 9,00. Slater acabou cometendo um erro no final da bateria anterior, atrapalhando uma onda que o John John Florence entrou tentando buscar a vitória. A prioridade de surfar era do havaiano e Kelly acabou cruzando sua frente, com os juízes assinalando a penalidade que lhe tirou uma das duas notas computadas. Aí virou presa fácil para o sul-africano, que seguiu para as oitavas.

Novo líder – Depois, Slater acabou perdendo a lycra amarela de número 1 do ranking. O havaiano que ele derrotou na final do Billabong Pro Pipeline, Seth Moniz, ultrapassou a sua pontuação com a classificação para as quartas de final. Seth primeiro passou pelo brasileiro João Chianca e assumiu a liderança quando derrotou o americano Nat Young nas oitavas de final. Apenas três surfistas podem tirar sua primeira posição no Havaí, todos já precisando chegar na final do Hurley Pro Sunset Beach, Caio Ibelli, Kanoa Igarashi e Barron Mamiya.

O atual vice-campeão mundial, Filipe Toledo, poderia ser mais um concorrente. Mas, ele perdeu uma das baterias mais espetaculares do campeonato. O australiano Ethan Ewing largou na frente, botando muita pressão nas manobras para arrancar notas 7,50 e 8,57 dos juízes nas primeiras ondas que surfou. Filipe já tinha feito uma grande apresentação para bater o big-rider havaiano, Billy Kemper, com a maior somatória do evento até sua bateria na terceira fase, 16,47 pontos, com notas 8,47 e 8,00.

Novos recordes – Ethan Ewing já atingia 16,05 no início, mas Filipe conseguiu reverter o placar em duas ondas seguidas. A primeira valeu 7,33 e a outra onda foi maior, armou o paredão para ele arriscar tudo, manobrando no crítico abrindo grandes leques de água e com ataques insanos debaixo do lip. Os juízes deram nota 9,17. Com ela, abriu 7,94 de vantagem, mas o australiano teve uma chance nos minutos finais, mandou três manobras gigantes muito fortes numa morra ( onda gigante) estabeleceu novos recordes para o Hurley Pro Sunset Beach, nota 9,57 e 18,24 pontos, contra 16,50 do brasileiro.

Na terceira fase, Ethan Ewing também mostrou a força do seu surfe no mar pesado de Sunset Beach contra outro brasileiro, Samuel Pupo, derrotando-o por uma pequena vantagem de 15,50 a 14,76 pontos. Com a derrota de Filipe Toledo, a última esperança de um segundo brasileiro passar para as quartas de final era Jadson André. Ele disputou a última bateria do dia, só que o japonês Kanoa Igarashi não deu chances, selando a vitória com a maior nota do campeonato, 9,77, numa onda que fez duas manobras enormes e finalizou com um tubão.

Com as derrotas em nono lugar nas oitavas de final, Filipe Toledo, Deivid Silva e Jadson André marcaram 3.320 pontos no ranking e receberam 13.000 dólares de prêmio. Com a classificação para as quartas de final, Caio Ibelli já garantiu um mínimo de 16.000 dólares e 4.745 pontos. Já o campeão mundial de 2019 e campeão olímpico, Ítalo Ferreira, e os estreantes na elite do CT 2022, Samuel Pupo, João Chianca e o peruano Lucca Mesinas, perderam na terceira fase e ficaram com 10.000 dólares e 1.330 pontos.

Transmissão ao vivo – O Hurley Pro Sunset Beach apresentado por Shiseido está sendo realizado com apoio da Hurley, Shiseido, Red Bull, Oakley, Hydro Flask, Havaianas, Expedia, Flying Embers, Pura Vida, Spectrum Hawaii, 805 e Da Fin. O prazo desta segunda etapa do World Surf League Championship Tour 2022 vai até 23 de fevereiro no Havaí e pode ser assistido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com, pelo Aplicativo e YouTube da WSL e no Brasil tem transmissão especial pelo Globoplay, GE.Globo.com e a partir das quartas de final pelos canais do Sportv.

PRÓXIMAS BATERIAS DO HURLEY PRO SUNSET BEACH:

QUARTAS DE FINAL – 5º lugar com US$ 16.000 e 4.745 pontos:

1.a: Caio Ibelli (BRA) x Ezekiel Lau (HAV)

2.a: Seth Moniz (HAV) x Barron Mamiya (HAV)

3.a: Ethan Ewing (AUS) x Jake Marshall (EUA)

4.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Jack Robinson (AUS)

PRIMEIRA FASE – 1ª e 2ª = Oitavas de Final / 3ª =Segunda Fase:

1.a: Johanne Defay (FRA), Gabriela Bryan (HAV), Molly Picklum (AUS)

2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Malia Manuel (HAV), Bronte Macaulay (AUS)

3.a: Carissa Moore (HAV), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Moana Jones Wong (HAV)

4.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Brisa Hennessy (CRI), Luana Silva (HAV)

5.a: Lakey Peterson (EUA), Isabella Nichols (AUS), Courtney Conlogue (EUA)

6.a: Tyler Wright (AUS), Stephanie Gilmore (AUS), India Robinson (AUS)

RESULTADOS DA QUARTA-FEIRA (16) NO HAVAÍ:

OITAVAS DE FINAL – 9º lugar com US$ 13.000 e 3.320 pontos:

1.a: Caio Ibelli (BRA) 13,10 x 10,57 Kolohe Andino (EUA)

2.a: Ezekiel Lau (HAV) 10,23 x 9,50 Jordy Smith (AFR)

3.a: Barron Mamiya (HAV) 14,00 x 12,77 Deivid Silva (BRA)

4.a: Seth Moniz (HAV) 8,67 x 7,63 Nat Young (EUA)

5.a: Ethan Ewing (AUS) 18,24 x 16,50 Filipe Toledo (BRA)

6.a: Jake Marshall (EUA) 9,66 x 6,50 Connor O´Leary (AUS)

7.a: Jack Robinson (AUS) 15,84 x 10,37 Matthew McGillivray (AFR)

8.a: Kanoa Igarashi (JPN) 16,10 x 13,54 Jadson André (BRA)

TERCEIRA FASE – 17º lugar com US$ 10.000 e 1.330 pontos:

1.a: Caio Ibelli (BRA) 15,00 x 14,26 Conner Coffin (EUA)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 12,66 x 8,57 Lucca Mesinas (PER)

3.a: Jordy Smith (AFR) 16,23 x 14,10 Jackson Baker (AUS)

4.a: Ezekiel Lau (HAV) 12,50 x 10,50 Leonardo Fioravanti (ITA)

5.a: Barron Mamiya (HAV) 14,40 x 10,60 Ítalo Ferreira (BRA)

6.a: Deivid Siva (BRA) 14,44 x 9,60 Ryan Callinan (AUS)

7.a: Nat Young (EUA) 16,13 x 13,67 Morgan Cibilic (AUS)

8.a: Seth Moniz (HAV) 13,60 x 11,53 João Chianca (BRA)

9.a: Filipe Toledo (BRA) 16,47 X 14,50 Billy Kemper (HAV)

10: Ethan Ewing (AUS) 15,50 x 14,76 Samuel Pupo (BRA)

11: Connor O´Leary (AUS) 15,93 x 15,70 Griffin Colapinto (EUA)

12: Jake Marshall (EUA) 13,93 x 13,27 John John Florence (HAV)

13: Matthew McGillivray (AFR) 15,67 x 2,50 Kelly Slater (EUA)

14: Jack Robinson (AUS) 17,67 x 14,23 Callum Robson (AUS)

15: Jadson André (BRA) 11,33 x 10,27 Frederico Morais (PRT)

16: Kanoa Igarashi (JPN) 11,04 x 8,63 Imaikalani Devault (HAV)

Covid-19 – A saúde e segurança dos atletas, funcionários e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um protocolo mais completo possível para a proteção de todos em relação ao Covid-19. Os procedimentos incluem triagem antes do evento, testes contínuos e controle para a circulação mínima de pessoas no local da competição.

Sobre a World Surf League: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo. Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave. Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo. Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

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