sexta-feira, agosto 19, 2022
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As continuações de filmes que querem que você esqueça

Quando um filme é muito bem sucedido, principalmente quando o orçamento inicial do mesmo é muito baixo, a tendência é que ele ganhe ao menos UMA continuação. Às vezes, tão imediatamente isso se torna desastroso que a franquia não chega nem a ganhar uma chance de virar uma trilogia. Em outros casos, a saga erra em algumas coisas mas acerta em cheio em outras, trilhando um caminho cheio de percalços.

Entretanto, existem ocasiões em que alguns desses filmes são tão bizarros que os próprios diretores gostariam que fosse possível renegá-los e que a audiência esquecesse que um dia eles sequer existiram. Mas não se preocupe, para refrescar a sua memória traremos nesse post uma série de filmes que quase arruinaram uma saga, fazendo seus autores desejarem que você os esqueça!

1 – O Retorno da Múmia

Em 1999, ‘A Múmia’ chegou aos cinemas e foi praticamente um sucesso instantâneo. Provavelmente esse foi o motivo que levou a Universal Studios a autorizar uma continuação do filme apenas um dia depois de sua estreia.

Muito tempo havia se passado desde o sucesso de ‘Indiana Jones’, então o mercado de filmes sobre antropólogos aventureiros estava aberto, e a produtora não perdeu seu tempo em garantir seu lugar. O problema é que essa pressa toda resultou em um filme desastroso.

Basicamente, em ‘O Retorno da Múmia’, a ação constante do filme tenta te distrair do fato de que nenhum daqueles personagens ou qualquer ponto do enredo evoluíram de verdade, fazendo com que o maior objetivo de ‘O Retorno da Múmia’ seja tentar incluir alguns novos elementos de efeitos especiais para disfarçar o fato de que é o mesmo filme de 1999, só que reciclado, processado, mastigado e cuspido de volta.

Apesar de tudo, o filme foi um clássico que passou muito na TV Globo

2 – Jason X

‘Sexta-Feira 13’ é uma franquia tão icônica quanto o seu protagonista, Jason Vorhees. Os primeiros três filmes da saga foram geniais. O primeiro teve a paciência de fazer praticamente uma ‘prequel’, com uma presença quase inexistente do personagem, enquanto o segundo lentamente introduziu Jason, finalmente dando a ele sua icônica máscara de hockey só no terceiro filme.

O maior problema da saga, no entanto, ocorreu no ano de 2001, uma época realmente esquisita para os filmes. ‘Jason X’ seguiu a tendência dos anos 2000, de fazer uso de um tema futurista sem nenhum motivo aparente. Isso, obviamente, veio com o custo de comprometer o roteiro, a atuação, a lógica de continuação da sequência e até mesmo o bom-senso.

Até mesmo o aspecto de terror desse filme ficou restringido à violência gratuita de Jason, que não é o suficiente nem para agradar os fãs que estão dispostos a ignorar alguns aspectos desde que o filme entregue bons sustos. Tudo indica que todo orçamento do filme foi para os efeitos especiais, que mesmo não tendo sido tão bons assim, foram o ponto alto do filme. A única coisa que salvou essa franquia e nos fez esquecer ‘Jason X’ foi o crossover de dois anos depois, ‘Freddy vs. Jason’.

3 – Se Beber, Não Case! Parte II

O primeiro filme da saga ‘Se Beber, Não Case’ surpreendeu tanto a audiência quanto a crítica em termos de quão hilário e inesperado conseguiu ser, além de provavelmente ter proporcionado a todo o elenco e os envolvidos nas gravações uma experiência única. Esse fato, combinado com o absoluto sucesso de bilheteria e enorme lucro que o filme retornou à equipe foi responsável pela demanda por uma continuação.

Na verdade, planos para uma sequência da saga já estavam em andamento muito antes do primeiro filme estrear nos cinemas. O único problema é que, assim como ‘O Retorno da Múmia’, a continuação era exatamente o mesmo filme que o primeiro, com a única diferença sendo o uso do velho truque da ‘sequência étnica’, ambientando o filme na Tailândia, na expectativa de que o público não notasse o roteiro preguiçoso em constraste com o novo ambiente.

4 – O Massacre da Serra Elétrica 2

Assim como os anos 2000, a transição dos anos 70 para os anos 80 também foi muito estranha, com muitos filmes que conhecíamos ganhando versões ou continuações quase que constrangedoras quando tinham seus elementos comparados ao original.

Em ‘O Massacre da Serra Elétrica 2’, o diretor Tobe Hooper tentou expandir a família do canibal Leatherface, que nessa continuação ganhou personagens que ao mesmo em que são icônicos (como o memorável Chop-Top) também foram introduzidos de maneira tão apressada que não havia outra opção se não abandoná-los nos próximos filmes. Além disso, o filme até consegue te distrair por um pouco mais que uma hora com sua maquiagem e efeitos especiais, mas é quase certeiro que você esquecerá todo o enredo (quase inexistente) do filme assim que ele terminar.

Isso transformou essa sequência num dos maiores “hiatos” de franquias cinematográficas, não restando opção aos criadores se não fingir que o filme nunca existiu e dar seguimento à saga como se nada tivesse acontecido.

5 – Batman & Robin

Os anos 80 foram prolíficos para filmes de super-heróis, que deram a muitos fãs a chance de ver seus heróis favoritos das histórias em quadrinhos nas telonas. Depois do sucesso de dois filmes do Batman dirigidos por Tim Burton, a Warner Bros passou o manto da direção dos filmes para Joel Schumacher, que depois de outros dois excelentes filmes, dessa vez mais voltados para o público jovem, deu um encerramento lamentável para a saga com ‘Batman & Robin’.

O tom irônico e bem-humorado de Schumacher finalmente rompeu o limite do suportável, com o controverso ‘Batman e Robin das fantasias apertadas’. Com uma ação de personagens que literalmente desafiam a gravidade, o filme parece mais uma gravação de alguma atração barata de um parque de diversões falido do que aquela linguagem estética que relembra quadrinhos, que Tim Burton tentou trazer com seus filmes.

Esse filme foi eternizado no “hall da infâmia”, sem possibilidade de perdão e nem de esquecimento para o diretor e toda sua equipe, que literalmente pediram desculpas publicamente pelo filme. Infelizmente isso jamais será suficiente, pois o filme marcou negativamente o encerramento desonrado de uma era em que filmes de super-heróis prosperavam.

Importância do marketing no cinema

Quando o assunto é o audiovisual, o filme precisa mostrar seu valor antes de ir para as telas. Não basta apenas uma boa equipe de produção e atores consagrados. O filme precisa gerar necessidade, criar empatia do público. E, para isto, as ações de marketing dependem muito mais de estratégia. Não somente de Marketing Digital, mas de Outbound Marketing, também. Desde as artes promocionais até entrevistas e propagandas em revistas especializadas.

Porém, o cinema também percebeu a necessidade do Inbound Marketing no negócio. Gerar atração do público com o filme. Trabalhar a imagem dos atores e da produção junto àqueles que pagam para consumir. Por isto as formas de “expor” o produto estão se tornando cada vez mais inteligentes.

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