terça-feira, agosto 16, 2022
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Estado de São Paulo teve queda de 4,9% no número de mortes no trânsito

De acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e Detran.SP, o Estado de São Paulo teve queda de 4,9% nas mortes no trânsito na comparação entre os meses de fevereiro de 2021 e 2022. Foram apontadas 371 ocorrências fatais no segundo mês de 2020 contra 353 no mês passado.

Já no acumulado de janeiro e fevereiro dos dois últimos anos, a queda registrada foi de 2,9% nas fatalidades no trânsito. Foram contabilizados 733 ocorrências no primeiro bimestre de 2021 e 712 nos dois primeiros meses deste ano.

O número total de acidentes com vítimas, que incluem ocorrências não fatais, caiu 4,4% no comparativo dos dois primeiros meses do ano passado e de 2022, passando de 28.107 para 26.857. Analisando somente o mês, houve alta de 2,3% na comparação entre fevereiro de 2021 com 2022, de 13.831 para 14.154 ocorrências.

Em relação às ocorrências fatais com ciclistas, no primeiro bimestre de 2021 foram apontados 44 casos contra 40 óbitos registrados no mesmo período em 2022, queda de 9,1%. Nas ocorrências fatais com ocupantes de automóveis, houve diminuição de 8,4%, recuo de 190 para 174 no acumulado do período.

Houve queda de 3,7% nas mortes de motociclistas na comparação entre os primeiros bimestres de 2021 e 2022. O número de 297 óbitos no trânsito no ano passado caiu para 286 neste ano. Já os óbitos de pedestres no bimestre passaram de 147 para 153.

Região Metropolitana

A região metropolitana de São Paulo também registrou queda no número de mortes no trânsito no comparativo de fevereiro de 2021 com o segundo mês deste ano. Foram contabilizados 123 óbitos por acidentes de trânsito em fevereiro do ano passado contra 107 em 2022, queda de 13%. Já no acumulado do bimestre a redução foi de 6%, passando de 253 para 238.

Na comparação dos acidentes com vítima (incluindo não fatais) entre os meses janeiro e fevereiro de 2021 com o mesmo período deste ano, houve uma redução de 1% – de 11.007 para 10.850. Na análise mensal, o total de acidentes fatais subiu 7%, passando de 5.424 para 5.804.

Sobre o programa Respeito à Vida

Programa do Governo do Estado de São Paulo, atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito. Gerido pela Secretaria de Governo por meio do Detran.SP, envolve ainda as secretarias de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência.

O Respeito à Vida também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre acidentes com vítimas de trânsito nos 645 municípios do Estado. O programa mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização.

Diversas medidas têm sido adotadas para reduzir a mortalidade relacionada nas rodovias do Estado de São Paulo. Entre elas, algumas de maior impacto podem ser destacadas.

Velocidade no atendimento

A redução no tempo de atendimento às vítimas de acidentes pode reduzir a mortalidade em até 60%. Em rodovias, esse aspecto é ainda mais relevante, dado os tempos naturalmente dispendidos entre o deslocamento da equipe de resgate até o local do acidente e, em situações mais graves, dali para o hospital mais próximo. Os socorristas chamam esse período crítico de “A Hora de Ouro”, que é absolutamente relevante para as estatísticas de salvamentos de acidentes de trânsito.

Iluminação em trechos urbanos

Estudos indicam forte redução de mortalidade em trechos urbanos de rodovias que foram iluminadas. Um estudo que reuniu resultados de 50 pesquisas referentes ao impacto sobre os acidentes da iluminação em vias previamente não iluminadas concluiu redução de 60% em acidentes fatais nessas áreas.

Cinto de segurança no banco traseiro

Uma pesquisa realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) em rodovias concedidas indicou, em 2019, que em torno de 10% das pessoas não usam o cinto de segurança nos bancos dianteiros e 30% no banco traseiro. Essa prática é de extrema importância e vem sendo estimulada por meio de campanhas educativas e fiscalização, uma vez que estudos indicam redução de mortalidade em torno de 25% para ocupantes do banco traseiro e 45% para os bancos dianteiros

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