terça-feira, agosto 16, 2022
spot_img
InícioNegóciosImpulsionada pelo sucesso do agronegócio, aviação agrícola brasileira cresce 3,4%

Impulsionada pelo sucesso do agronegócio, aviação agrícola brasileira cresce 3,4%

Atento a esse enorme potencial, um grupo de empreendedores está construindo em Goiás, que é o terceiro maior centro de manutenção de aeronaves do Brasil, a maior infraestrutura para aviação geral do Centro-Oeste

Com participação de 27,4% no PIB brasileiro, o agronegócio é uma das mais poderosas cadeias produtivas de nossa economia. Além de si mesmo, o setor impulsiona vários outros, como o de transporte e logística, imobiliário e o comércio. Mas há um segmento econômico que também é fortemente impactado pelo agro, mas muita gente não se atém a isso: é a aviação de negócios, e dentro dela a aviação agrícola.

Com 2.432 aeronaves – 2.409 aviões e 23 helicópteros – a aviação agrícola brasileira registrou um crescimento de 3,4% em 2021, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Com isso, o Brasil segue com a segunda maior frota agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 3,6 mil aeronaves. Também conforme os números do Sindag, Goiás tem a quarta maior frota de aeronaves agrícolas do País, com 295 equipamentos. À frente estão apenas Mato Grosso (600 aeronaves), Rio Grande de Sul (419) e São Paulo (322).}

Atento a esse enorme potencial, um grupo de empreendedores formado por seis empresas goianas está construindo na região metropolitana de Goiânia, a maior infraestrutura para aviação geral do Centro-Oeste e uma das maiores do Brasil. Com investimentos da ordem de R$ 100 milhões, o Antares Polo Aeronáutico será voltado para a chamada aviação geral, que engloba aviação executiva, serviços aeromédicos, transporte aéreo de cargas, a aviação agrícola, voos regionais ou a aviação regional e a manutenção de aeronaves. 

“O projeto é dividido em cinco fases e a primeira tem previsão de entrega para 2024, já com pista de pouso e área de embarque e desembarque funcionando, além de toda a infraestrutura necessária para os hangares. O nosso objetivo é atender empresas de todos os segmentos da aviação geral, entre eles a agrícola, que é muito forte em Goiás e em todo o Centro-Oeste”, informa o incorporador e um dos empreendedores responsáveis pelo Antares Polo Aeronáutico, Rodrigo Neiva. 
Conforme o executivo, o Antares nasceu após a constatação da necessidade de um lugar amplo, que pudesse atender a aviação, bem no centro do Brasil. “Para Goiás, esse projeto promete ser um divisor de águas, pois o Estado abrigará o maior e mais completo hub na aviação de negócios no País, servindo, graças a sua posição geográfica privilegiada, como um centro de apoio, de manutenção e escalas da aviação nacional”.

Grande mercado
O empresário destaca que o agronegócio é, sim, uma importante âncora para o empreendimento que está sendo construído no coração do Brasil. “O agro sempre impulsionou a aviação geral. A aplicação de defensivos agrícolas, semeadura de pastagens, reflorestamento de matas, além de serviço de combate a incêndio, fazem da aviação agrícola um grande mercado no país. E o centro-oeste brasileiro, com destaque para Goiás, é referência nesse segmento”, explica Neiva.


A afirmação de Rodrigo Neiva é corroborada por números da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), que apontam que a região Centro-Oeste detém 48% de toda a frota privada do País (exceto aviação comercial das linhas áreas) e abriga 37% das empresas que prestam esse serviço especializado de aviação.”Em virtude desse forte impacto da aviação agrícola no Centro-Oeste, Goiás é hoje o terceiro maior centro de manutenção de aeronaves do Brasil, um segmento que também será abarcado pelo Antares”, acrescenta Rodrigo Neiva.

Melhorias recentes
Atento à possibilidade em atender a várias demandas do mercado da aviação executiva no Brasil, o  Conselho Administrativo do Antares Polo Aeronáutico definiu recentemente várias melhorias para a ampliação do empreendimento. 

A principal delas diz respeito à sua pista de pouso e decolagens com 1,8 quilômetro de extensão e passando a ter 45 metros de largura, ao invés de 30 m. O projeto também muda o seu PCN, ou Número de Classificação do Pavimento, que passa de 30 para 43. Esse é um cálculo que avalia a condição estrutural das pistas de pouso e decolagem em aeroportos, para assegurar a integridade da pista e segurança operacional das aeronaves.

Outra mudança no projeto é sobre o pátio de aeronaves que de seus atuais 11 mil m², agora pode ter sua área ampliada para 22 mil m², conforme a demanda. Em algumas quadras a largura das calçadas também será maior, passando de 7,5m para 12,5m. Com essas mudanças, o aeroporto do Antares Polo Aeronáutica terá capacidade para receber aeronaves de grande porte, como por exemplo, um Boing 737 800.

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments