terça-feira, agosto 16, 2022
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Hipertensão pode lesionar os rins

Dia 17 de maio é celebrado o Dia Mundial de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Saiba que cuidar dos rins desde cedo, reduzindo o sódio da alimentação, pode ajudar a prevenir a pressão alta e, consequentemente, a doença renal

A hipertensão arterial sistêmica, conhecida popularmente como pressão alta, atinge mais de um bilhão de pessoas no mundo, sendo reconhecidamente o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares como acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio. No Brasil, estima-se que aproximadamente 35% dos brasileiros sejam hipertensos, porém como essa doença é silenciosa e apresenta poucos sintomas, apenas metade desses brasileiros hipertensos sabem que são portadores dessa enfermidade, e desses, menos da metade está com os níveis pressóricos controlados, realizando tratamento adequado. Isso já seria um sinal de alerta incontestável, aumentando o risco das doenças cardiovasculares para nossa população, todavia existe ainda uma estreita e mórbida relação da pressão arterial e os rins muito menos difundida que faz a maior parte da população ignorá-la.

“Os rins são órgãos fundamentais no controle da pressão arterial por produzir hormônios que aumentam a pressão todas as vezes que eles reconhecem que estão recebendo pouco sangue, por exemplo, ou quando eles estão “inflamados” em um contexto de glomerulonefrite. Por outro lado, os níveis pressóricos elevados são muito lesivos aos rins, já que esses órgãos possuem uma estrutura de vasos muito delicada por onde é filtrado o sangue, não podendo, por exemplo, deixar que proteínas sejam perdidas”, explica a médica nefrologista gerente médica na Fresenius Medical Care.

A hipertensão arterial e a perda de proteína na urina são reconhecidamente os dois fatores de risco principais que aceleram a progressão da doença renal. Quando essa estrutura delicada é submetida a um regime de alta pressão ela se distende e se danifica permitindo a perda de proteínas e a formação de lesões de esclerose, que são como cicatrizes.

Logo, essa distensão acaba gerando a lesão da estrutura que em última análise fará pacientes que possuem problemas renais perderem seus rins mais rapidamente e pacientes que não possuem começarem a ter problemas. Em todas essas situações, a perda da função renal será tão mais rápida quanto maior for o descontrole pressórico e muitas vezes o principal tratamento para desacelerar o processo é o controle pressórico rigoroso.

Saiba que:

  • Pacientes com hipertensão arterial devem realizar investigação de doenças renais visando descartar que a causa da hipertensão seja problemas renais.
     
  • As doenças renais que causam hipertensão são diversas, mas vale ressaltar algumas principais como: estenose de arterial renal, hiperaldosterinismo primário, glomerulopatias primárias (como nefropatia IgA), glomerulopatias secundárias (como lúpus eritematoso sistêmico e nefropatia diabética).
     
  • É recomendado que todo paciente hipertenso faça exames da sua função renal ao diagnóstico e posteriormente uma vez no ano, além de exames urinários. Se alterações urinárias forem encontradas, uma consulta com nefrologista está indicada. Os exames de imagem do rim, dos vasos do renais e das glândulas adrenais são muitas vezes indicados, porém eles dependem de uma avaliação médica que leva em consideração idade, história, exame físico.
     
  • Pacientes com problemas renais devem controlar a pressão arterial rigorosamente visando retardar a progressão da doença renal e reduzir o risco de lesões cardiovasculares. Aqui vale ressaltar que pacientes renais possuem um risco cardiovascular altíssimo, extremamente maior que a população geral, sendo essas doenças a primeira causa de óbito nesse grupo de pacientes.

“Logo, não é possível se falar e pensar em hipertensão arterial sem falar em doenças renais, assim como é impossível se falar e pensar em doenças renais sem falar de hipertensão arterial e controle da pressão arterial. Cuide da pressão arterial e cuide dos seus rins”, alerta a médica.

Alimentação — peça chave para a prevenção

Raquel Silva, coordenadora nacional de nutrição da Fresenius explica que a pressão alta é resultado de fatores ambientais, genéticos e da interação entre ambos. Dos fatores ambientais modificáveis, a alimentação é a que exerce maior influência sobre a pressão arterial. Isso acontece tanto pela ingestão exagerada do sal, que dificulta o controle da pressão arterial, como também pela relação entre o sobrepeso e a obesidade com aumento da pressão, seja qual for a faixa etária do paciente. Portanto, o entendimento de que investir na prevenção desta doença significa também que cuidados com a alimentação são essenciais. “A adesão de hábitos alimentares saudáveis de forma sustentável é imprescindível aos pacientes que já encontram-se nesse quadro clínico ou aos que querem evitar o surgimento da doença”, salienta a nutricionista. 

Sobre a Fresenius Medical Care

A Fresenius Medical Care é a fornecedora líder mundial de produtos e serviços para indivíduos com doenças renais, dos quais cerca de 3,7 milhões de pacientes, em todo o mundo, se submetem regularmente a tratamento de diálise. Por meio de sua rede de aproximadamente 4 mil clínicas de diálise, a Fresenius Medical Care oferece tratamentos de diálise para mais de 346 mil pacientes no mundo todo. A Fresenius Medical Care também é a empresa líder em produtos para diálise, como máquinas de diálise e dialisadores. Juntamente com o seu negócio principal, o Cuidado Renal Contínuo, a empresa aposta na expansão de áreas complementares e na área de cuidados intensivos. A Fresenius Medical Care está listada na Bolsa de Valores de Frankfurt (FME) e na Bolsa de Valores de Nova York (FMS). Para obter mais informações, visite o site da empresa.

A Fresenius Medical Care está presente no Brasil há 25 anos. No país, são cerca de 4 mil colaboradores, uma fábrica localizada em Jaguariúna (SP) e outra em Campo Mourão (PR), duas bases operacionais de serviços de nefrologia hospitalar e 35 clínicas de diálise, sendo responsável por mais de 1 milhão de tratamentos por ano.

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