terça-feira, agosto 16, 2022
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“Na rua, no meio do redemoinho”, exposição gratuita e aberta ao público na praça Charles Miller

O objetivo da exposição, segunda edição do projeto Arte em Campo, é propor um espaço acessível, buscando assim, estabelecer relações entre a arte e os diversos públicos que frequentam a região, seja pelo esporte ou pela feira livre de alimentos. Tal proposta afirma o compromisso da feira com uma produção artística ampla e democrática, evidenciando que a potência da arte se realiza no fluxo dos atravessamentos

A feira de arte ArPa, que acontece entre os dias 01 e 05 de junho, de quarta-feira a domingo, no Pavilhão Pacaembu, realiza a exposição gratuita Na Rua, no Meio do Redemoinho, com curadoria de Catarina Duncan, na Praça Charles Miller – em frente ao Pavilhão. Composta por cerca de 30 esculturas e instalações de 13 galerias que estarão representadas na feira, a mostra/exposição é a segunda edição do projeto Arte em Campo, que em 2020 ocupou o Complexo Pacaembu com obras no campo, quadra e piscina. 

A exposição traz obras de diferentes tamanhos e suportes – há esculturas, instalações, fotografias, e bandeiras que se localizam na fachada do Complexo Pacaembu, na altura da rotatória e na lateral da Praça Charles Miller. O título da mostra/exposição, remete a um trecho do livro Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, que expressa a ideia de movimento, transição e transformação evocado pela figura do redemoinho.

Segundo a curadora, a proposta é convidar o público para habitar e interagir com esse espaço. “As obras são pensadas de maneira circular, incluindo uma ideia de movimento que vai e volta, sempre igual e sempre diferente”, conta Catarina. Ela complementa que a mostra se relaciona com o espaço público como um local de diálogo e formação – uma encruzilhada de saberes, forças e formas possibilitadas pela seleção de proposições artísticas reunidas.

Na mostra, há obras de 21 artistas, como Paulo Otavio Jaime Prades (Andrea Rehder Arte Contemporânea – São Paulo, SP), José Spaniol (Dan Galeria – São Paulo, SP), Regina Silveira e Hugo França (Galeria Bolsa de Arte – São Paulo, SP;  Porto Alegre, RS), Daisy Xavier Bené Fonteles (Galeria Karla Osorio – Brasília, DF), Mariana de Matos Lucas Dupin (Galeria Lume – São Paulo, SP), Ana Dias Batista e Mabe Bethonico (Galeria Marilia Razuk – São Paulo, SP), João Trevisan (Galeria Raquel Arnaud – São Paulo – SP), João Loureiro (Galeria Ybakatu – Curitiba, PR), Marcelo Cidade (Galleria Continua – San Gimignano e Roma, Itália; Beijing, China; Paris e Les Moulins, França; Habana, Cuba; São Paulo, Brasil), Kishio Suga (Mendes Wood DM – (São Paulo, Brasil; Bruxelas, Bélgica;  Nova York, EUA), Tadáskía e Maria Montero (Sé Galeria – São Paulo, SP), Shai Andrade PV Dias (VERVE – São Paulo, SP), João Castilho e Rizza (Zipper Galeria – São Paulo, SP).

Sobre a curadora
Catarina Duncan (Rio de Janeiro): atua como curadora com foco em práticas culturais e identidades territoriais da América Latina. É formada em Culturas Visuais e História da Arte pela Goldsmiths College, University of London (2010 – 2014). Atualmente, é curadora do Solar dos Abacaxis. Em 2021, recebeu a bolsa de pesquisa curatorial da Fundação Patricia Phelps de Cisneros, no MoMa, com o projeto ‘Re-conexões territoriais’. Integrou a equipe curatorial do 36º Panorama de Arte Brasileira – SERTÃO e da 32ª Bienal de São Paulo, ‘INCERTEZA VIVA’ (2016).

Sobre a  ArPa – feira de arte
Propondo uma experiência aprofundada e próxima com o público em geral e com os colecionadores de arte, a VIVA Projects – agência cultural liderada por Camilla Barella e Cecilia Tanure –,  em parceria com a Allegra Pacaembu – concessionária que assumiu a gestão do Pacaembu em 2020 –,  realizam a feira de arte ArPa, que acontece entre os dias 01 e 05 de junho, de quarta-feira a domingo, no Pavilhão Pacaembu, espaço localizado no Complexo Pacaembu, com entrada pela Praça Charles Miller. Nesta primeira edição, a realização da ArPa será simultânea à MADE – Mercado, Arte, Design, feira de design que chega a sua décima edição. A parceria é uma iniciativa do curador de design Waldick Jatobá.

A ArPa conta também com direção de Cristina Candeloro e recebe mais de 45 expositores que comercializam suas obras no espaço de 4 mil m². Os objetivos centrais do evento são expandir a comunidade da arte nacional por meio dessa nova experiência e agregar colecionadores de todo o país, gerando novas oportunidades para galerias e possibilitando conexões com o cenário internacional. “A ArPa nasce de um diálogo direto com as galerias e entender suas necessidades e demandas é a nossa meta”, comenta Camilla Barella.

Dentre os mais de 45 expositores, a Feira conta com estandes que apresentam solos de artistas emergentes  e exposições de artistas já consolidados no circuito das artes. A previsão é que o valor inicial para a comercialização de obras na ArPa seja a partir de 5 mil reais. “Queremos produzir um evento destinado aos negócios, mas que também dê lugar à formação de público – por isso estamos promovendo visitas guiadas com curadores e produtores culturais, além do  setor Arte em Campo, que leva à Praça Charles Miller uma seleção de esculturas e instalações ao ar livre, abertas para visitação gratuita do público”, reforça Barella.

A diretora da ArPa conta que o processo de seleção de curadorias para os diferentes segmentos da feira se deu a partir da experiência de cada profissional visando construir um evento de arte com um olhar descentralizado, que possa reunir diferentes abordagens, perspectivas e pontos de vista sobre a arte. “Como a feira nasceu justamente da vontade de representar as galerias, fazia sentido termos um time comprometido com a diversidade”, conta Barella. 

Para facilitar a fruição do público e também criar recortes mais detalhados para cada segmento contemplado pela feira, a ArPa subdividiu o evento em algumas seções. Os setores PrincipalUNI (curadoria de Ana Beatriz Almeida) e Satélite(curadoria de José Sparza Chong Cuy) acontecem no Pavilhão. O Arte em Campo, com entrada gratuita, está localizado na Praça Charles Miller, antes da entrada do Complexo Pacaembu. Já o programa Prisma (curadoria de Carollina Lauriano) foi criado como uma forma de expandir os limites da feira e difundir o conhecimento em outros espaços e instituições da cidade.

Serviço 
ArPa – feira de arte
Patrocínio Master | Banco Master
Patrocínio |Comgás, Mitsubishi, MOS e Nano Art Market
Hotel oficial |Tivoli Mofarrej
Quando: De 01 a 05 de junho
Preview para convidados: 01 de junho, quarta-feira
Aberta ao público: de 02 a 05 de junho, quinta-feira a domingo
Horário: Quarta-feira a sábado, das 13h às 20h30 | Domingo, das 11h às 18h
Local: Pavilhão Pacaembu, no Complexo Pacaembu
Endereço: Praça Charles Miller, s/n
Ingressos (com acesso às duas feiras): R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Ingressos à venda pelo site https://arpa.art/
Classificação: Livre
Site | Instagram | E-mail

Sobre a ArPa: 
A ArPa nasce como uma feira de arte focada em expandir a comunidade da arte contemporânea nacional com o intuito de reunir diferentes abordagens e perspectivas em busca de um olhar descentralizado. Nesta primeira edição, cerca de 40 galerias, de diversas regiões do Brasil, apresentam seus artistas dentro dos setores Principal, Arte em Campo, Satélite e UNI.  A Arpa 2022 conta com a colaboração de quatro curadores: Ana Beatriz Almeida, Carollina Lauriano, Catarina Duncan e José Esparza Chon Cuy e é uma realização da VIVA Projects com a Concessionária Pacaembu.

Sobre a MADE – Mercado.Arte.Design:
MADE – Mercado. Arte. Design – é uma feira internacional de design colecionável. Uma plataforma para discutir, apreciar e comprar o melhor do design, do vintage ao contemporâneo, com foco no colecionável. A proposta do evento é reunir, a cada edição, conteúdo de qualidade por meio de exposições e instalações em um espaço coletivo que apresenta e dá destaque a designers e estúdios nacionais e internacionais, revelando novos talentos, incentivando novas produções e, consequentemente, a ampliação da cultura do design a milhares de pessoas. A plataforma MADE tem como objetivo disseminar a educação e a cultura no setor, por intermédio de uma programação de conteúdo sobre design. A feira conta com um Conselho Consultivo com o intuito de debater o design contemporâneo produzido aqui e no exterior e propor ações específicas para o projeto, ampliando o campo de discussão e agregando repertórios distintos ao universo debatido. Os membros deste conselho são figuras destacadas nos campos do design, arte contemporânea e arquitetura, formado por Cláudia Moreira Salles, Marcio Kogan, Jorn Konijn, Mauricio Eugenio e Corinna Sagesser. A MADE é realizada pela W/Design, de Waldick Jatobá, idealizador e diretor geral do evento, e por seus sócios Bruno Simões, curador do evento, e Elcio Gozzo, diretor financeiro.

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