sábado, agosto 13, 2022
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Pesquisa revela que mais de 60% dos recrutadores brasileiros sofrem de distúrbios de estresse

Desgaste da profissão e alta demanda por encontrar o candidato ideal coloca a saúde mental dos profissionais de RH em risco

Se de um lado temos pessoas em busca de emprego passando por sérias crises de ansiedade durante essa jornada, do outro, também temos que observar como estão os profissionais que recrutam pessoas para as empresas.

Trabalho à distância, rotina multitarefa, ressignificação de valores, migração dos ambientes, concorrência alta por profissionais qualificados, dificuldade de retenção de talentos: a pandemia da Covid-19 trouxe várias consequências e mudou, significativamente, as práticas laborais, as empresas, as pessoas e, óbvio, a relação entre os negócios e os indivíduos. E uma das classes mais afetadas com todas essas mudanças é o RH.

Hoje, ansiedade e estresse ocupacionais, frutos de uma preocupação excessiva ou constante de que algo negativo vai acontecer, fazem parte da rotina de 64% dos profissionais de Recursos Humanos, como mostra uma pesquisa da consultoria Mercer Brasil.

“Mesmo neste período pós-pandemia, as pessoas estão preferindo trabalhar em home-office. Muitas estão avessas às atividades presenciais. Outros profissionais encontraram novas formas de ganhar o sustento, se reinventando com aquilo que gostam. Com as atividades presenciais ganhando corpo e a economia retomando, todas as vagas precisam – mais do que nunca – ser preenchidas urgentemente. E sendo necessário observar a experiência do candidato e outros assuntos de extrema relevância, como diversidade e inclusão, é natural que os profissionais de RH estejam ansiosos”, explica a psicóloga Viviane Santos Oliveira, psicóloga organizacional e do trabalho na Selecty.

Segundo ela, a “pressão” ainda aumenta porque, como a função do RH é adotar alternativas que possam assegurar a melhor experiência para as empresas e os candidatos, com prazos apertados para o fechamento das vagas, além de um processo justo e eficiente, algo a ser considerado inclusive no momento das dinâmicas que acontecem online, a contratação de profissionais bons e qualificados passou a ser uma das tarefas mais importantes e desafiadoras que o setor tem hoje.

“Os profissionais de RH sabem que as empresas dependem do seu trabalho e sentem esse peso, afinal sem a devida mão de obra qualificada, um negócio pode ter consequências negativas, ou até mesmo ter que fechar as portas. Para agravar ainda mais a situação, não são todos os recrutadores que têm à sua disposição ferramentas tecnológicas para auxiliar em suas atividades. O resultado é processos dispersos e desorganizados, contribuindo ainda mais para psicopatologias como depressão, síndrome de Burnout, que é o esgotamento emocional decorrente do ambiente de trabalho prejudicial. Por isso, vemos, na grande maioria dos casos, pessoas dessa área propensas a desenvolverem transtornos de ansiedade”, diz Viviane, salientando que a ansiedade é uma reação normal do corpo frente a situações de risco. “Os sinais mais comuns são: preocupação constante, sensação de angústia que muitos relatam como “sinto um aperto no peito” e sintomas físicos como taquicardia, sudorese, tremores e falta de ar”.

Frente a esses sintomas, o melhor a fazer é buscar ajuda médica, segundo a especialista. Agora, para evitar toda essa sobrecarga, uma saída é contar com a digitalização, que ajuda os profissionais a dividirem a carga de trabalho com a tecnologia. Sistemas que apoiam os profissionais com organização, transparência e agilidade, liberam o pessoal de RH para focar no lado humano do seu trabalho, priorizando estratégias, pesquisas e resultados em suas atividades, além de poder analisar o perfil e a necessidade de cada empresa e candidato, assim, atrair os melhores talentos e aumentar a porcentagem de acertos nas contratações.

Além de facilitar a vida do recrutador, os principais benefícios de um sistema de gestão de recrutamento e seleção são: contratação de perfis qualificados; triagem automática dos candidatos por meio de avaliações, como, por exemplo, do perfil comportamental (soft skills); históricos automatizados; centralização de informações, com a possibilidade de acesso a qualquer hora, remotamente; otimização do tempo de seleção e admissão; e padronização das atividades.

Márcio Monson

A Selecty fala com propriedade sobre o assunto, pois trabalha ao lado de profissionais de RH há mais de 13 anos e conhece bem suas necessidades. Por isso, levanta a bandeira de que “esses trabalhadores devem ser enxergados”. “Facilitar seu trabalho para melhorar a qualidade de vida dos selecionadores é uma prioridade para nós. Oferecer uma metodologia de trabalho unida a um sistema que atenda esses profissionais de forma completa, da seleção à admissão, é colocar a tecnologia em prol de uma causa humana”, comenta o CEO da Selecty, Márcio Monson.

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