sábado, agosto 13, 2022
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Museu do Amanhã recebe exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado

Exposição que já impactou o público em Paris, Londres, Roma e São Paulo, chega em 19 de julho ao Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

Idealizada e montada por Lélia Wanick Salgado, que assina a curadoria, a mostra imersiva ocupa o museu na Zona Portuária, até 29 de janeiro.inaugurada na França (Museu da Música – Filarmônica de Paris), na Itália (MAXXI Museu, em Roma), na Inglaterra (Museu da Ciência, em Londres) e em São Paulo (Sesc Pompeia), a exposição chegará ao California Science Center, em Los Angeles, em outubro

O patrocínio master é da Seguradora Zurich, que também apoia o Instituto Terra, projeto dos Salgado de recomposição da mata nativa no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais; patrocínios ouro da Natura e do Itaú

A partir de 19 de julho, o Museu do Amanhã recebe a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, idealizada por Lélia Wanick Salgado, que assina a curadoria. Até dia 29 de janeiro, o público poderá conferir 194 fotografias de tirar o fôlego.

Há a grandiosa, deslumbrante, às vezes esmagadora visão da floresta, dos rios, de nuvens e montanhas. Há a beleza e a força dos povos indígenas no seu cotidiano e nas festas, com artefatos, espaços de convivência, expressões de uma miríade de civilizações integradas ao meio. E há o recorte de árvores, animais, margens, várzeas, clareiras. Na imensidão e no detalhe, no poderoso encadeamento da vida mineral, vegetal e animal, ressoa a frase de Sebastião Salgado: “Não são paisagens. É o bioma”. É o todo.

A mostra Amazônia é o resultado da imersão, por sete anos, de Sebastião e Lélia Wanick Salgado, na região que cobre o Norte do Brasil e se estende a mais oito países sul-americanos, ocupando um terço do continente; e 60% da Amazônia estão no Brasil. A maior floresta tropical do planeta, traduzida pelas lentes e pela cenografia dos Salgado, transforma-se aqui em convite à informação, à reflexão e à ação em defesa do ecossistema imprescindível à vida no planeta. “Ao projetar ‘Amazônia’, quis criar um ambiente em que o visitante se sentisse dentro da floresta, se integrasse com sua exuberante vegetação e com o cotidiano das populações locais”, comenta Lélia.

Tomadas por ar, por terra e água, as imagens — praticamente todas inéditas -, que estão distribuídas em núcleos temáticos, revelam o refinamento e a engenhosidade dos povos da região, alguns pouquíssimo contactados — em 1500 eram 5 milhões indivíduos e hoje estão reduzidos a menos de 400 mil. “Na Amazônia inteira, a sofisticação cultural [dos povos] é colossal”, diz Salgado, que registrou 12 etnias (das quase 200 remanescentes) para essa mostra.

A voz das comunidades ameríndias, aliás, pode ser efetivamente ouvida em sete vídeos que apresentam testemunhos de lideranças indígenas, sem intermediários. São relatos impactantes sobre a importância da terra, dos rios, da floresta amazônica e dos graves problemas que ameaçam, inclusive, a sobrevivência de indivíduos e de etnias. “Esta exposição tem o objetivo de alimentar o debate sobre o futuro da floresta amazônica. É algo que deve ser feito com a participação de todos no planeta, junto com as organizações indígenas”, defende Sebastião Salgado.

O patrocínio master de Amazônia no Brasil é da Seguradora Zurich; o patrocínio ouro, da Natura e do Itaú.

Xamã Yanomami em ritual durante a subida para o Pico da Neblina. Estado do Amazonas, Brasil, 2014 © Sebastião Salgado

No espaço expositivo, o ambiente sonoro embala a visão das fotografias com a trilha sonora original do francês Jean-Michel Jarre, elaborada a pedido dos Salgado a partir dos sons da floresta.

A exposição apresenta ainda dois espaços com projeções de fotografias. Uma delas mostra paisagens florestais acompanhadas pelo poema sinfônico Erosão – Origem do Rio Amazonas, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959); a outra traz uma sequência de retratos de índios, sonorizada por uma peça de Rodolfo Stroeter especialmente composta.

Estas imagens são o testemunho do que ainda existe e o alerta sobre a terrível possibilidade do desaparecimento da vida e da natureza. Para superar o extermínio e a destruição, a informação, a participação e o engajamento é dever de todos, no planeta inteiro.

Ricardo Piquet, Diretor-Presidente do Museu do Amanhã, ressalta que a instituição está em sintonia com o tema: “Em 2022, o Museu do Amanhã dá protagonismo à Amazônia por meio de programações diversificadas que vão de exposições a debates. Nós temos o propósito de contribuir para a conscientização da importância da conservação do bioma e do patrimônio imaterial da região. É uma honra poder levar ao nosso público essa mostra imperdível de Sebastião Salgado, que abriu uma caminhada global de proteção aos povos indígenas da Amazônia. É impressionante poder conferir o olhar dele, que nos traz uma visão riquíssima e pouco conhecida da floresta e dos seus povos”.

Instituto Terra
Ao final da exposição, o visitante conhece o Instituto Terra no espaço dedicado ao espetacular trabalho de Lélia e Sebastião Salgado, iniciado em 1998 e que empreendeu o reflorestamento de cerca de 600 hectares de Mata Atlântica em Aimorés (MG), plantando milhões de mudas de árvores em extinção.

Além de replantar e recuperar a área — a terra, a vegetação, as importantíssimas nascentes que asseguram a continuidade da vida -, o Instituto forma mão-de-obra especializada, capacitando jovens ecologistas para proteger e conservar a biodiversidade da região. E, é claro, replicar o projeto Brasil afora. Atualmente, o projeto conta com patrocínio exclusivo da Zurich, e tem como meta plantar 1 milhão de árvores até 2028.

Amazônia em concerto

Paralelamente à exposição, vêm acontecendo, em todas as cidades, concertos trazendo um programa de absoluta afinidade com a mostra: Águas da Amazônia, de Philip Glass, composta em 1998; de Villa-Lobos, o conhecidíssimo Prelúdio das Bachianas Brasileiras n° 4 e, na segunda parte, nada menos que a poderosa Floresta do Amazonas, composta em 1958, que tem a Melodia Sentimental fechando a primeira Suíte da obra. O concerto carioca, marcado para o dia 23 de julho no Teatro Municipal, será regido pela maestrina Simone Menezes, com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, grupo ligado à EMESP Tom Jobim (gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura) e a soprano Camila Titinger.

Ao longo da suíte sinfônica, são projetadas em tela gigante uma seleção de fotografias de Sebastião Salgado, numa verdadeira colaboração artística. “Parece que a música foi feita para as imagens, ou as imagens pra a música”, diz o fotógrafo.

Sobre o uso das imagens na imprensa

Das opções apresentadas, são liberadas duas imagens por veículo. Para adicionais, consultar Studio Sebastião Salgado: studio@sebastiaosalgado.fr

Obs.: Cortes não são permitidos.

Edições brasileiras
A Exposição e os Concertos Amazônia são patrocinados globalmente pela Zurich Insurance Group, que desde 2020 é também patrocinadora exclusiva do projeto de reflorestamento e biodiversidade no Brasil do Instituto Terra, liderado por Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado.

Edson Franco, CEO da Seguradora Zurich, parte da multinacional Zurich Insurance Group, patrocinadora global da exposição Amazônia, afirma que: “Por acreditarmos no poder da imagem como instrumento de conscientização sobre as mudanças climáticas, apoiamos este projeto fotográfico de Lélia e Sebastião Salgado, que compartilham a nossa visão e aspiração por um mundo melhor, e com quem já temos estabelecida uma parceria no Instituto Terra”. Acrescenta ainda, que: “Como seguradora, lidamos com impactos climáticos todos os dias e acreditamos que a sensibilização sobre este risco inspirará mais pessoas a tomarem medidas pelo planeta”.

As exposições em São Paulo e no Rio de Janeiro têm patrocínio ouro da Natura e do Itaú, empresas conectadas com a causa Amazônia, que investem na região através de modelos de negócios que visam preservar, conservar e desenvolvê-la, além das empresas Energisa e Banpará — a primeira atua na região da Amazônia Legal, enquanto o Banpará é o principal banco da região.

Sobre o Zurich Insurance Group

O Zurich Insurance Group (Zurich) é uma empresa de seguros global com 55,000 funcionários e uma aspiração a se tornar uma das empresas mais responsáveis e impactantes no mundo. Zurich atende consumidores em mais de 215 países e territórios e oferece produtos e serviços para proteger pessoas e empresas. Zurich foi a primeira seguradora que assinou o UN Business Ambition Pledge para conter o aumento da temperatura global de até 1.5°C. É também membro fundadora da UN Net Zero Asset Owners Alliance e da UN Net Zero Insurance Alliance. Em 2020, Zurich se tornou o patrocinador exclusivo de um projeto chamado projeto ‘Zurich Forest’ de reflorestação e biodiversidade no Brasil, liderado pelo Instituto Terra. Além disso, Zurich tem o orgulho de ser o patrocinador global da Exposição e dos Concertos Amazônia. O Grupo tem sede em Zurique, na Suíça, onde foi criado em 1872. Mais informações podem ser acessadas no site.

Sobre a Natura &Co

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de higiene e cosmética. Conta com mais de 2 milhões de consultoras na América Latina, sendo líder no setor de venda direta no Brasil. Faz parte de Natura &Co, resultado da combinação entre as marcas Avon, Natura, The Body Shop e Aesop. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação de empresa B no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. É também a primeira empresa brasileira a conquistar o selo “The Leaping Bunny”, concedido pela organização de proteção animal Cruelty Free International, em 2018, que atesta o compromisso da empresa com a não realização de testes em animais de seus produtos ou ingredientes. Com operações na Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México, Peru e Malásia, os produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as Consultoras, por meio do e-commerce, app Natura, nas lojas próprias ou nas franquias “Aqui tem Natura”. Para mais informações, visite o site  ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram.

Sobre o Itaú

O Itaú é um banco digital com a conveniência do atendimento físico. Está presente em 18 países e tem mais de 60 milhões de clientes, entre pessoas físicas e empresas de todos os segmentos, a quem são oferecidas as melhores experiências em produtos e serviços financeiros. O banco desenvolve uma agenda estratégica com foco na centralidade do cliente, que passa por duas transformações: cultural e digital, ambas sustentadas na diversidade do povo brasileiro. O Itaú foi selecionado pela 22ª vez consecutiva para fazer parte do Índice Mundial de Sustentabilidade Dow Jones (DJSI World), sendo a única instituição financeira latino-americana a integrar o índice desde sua criação, em 1999.

Sobre o Museu do Amanhã

Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão – IDG. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o Museu conta com o Banco Santander como patrocinador máster, a Shell Brasil, ArcelorMittal e Grupo CCR como mantenedores e uma ampla rede de patrocinadores que inclui Engie, Americanas, IBM e B3. Tendo a Globo como parceiro estratégico e Copatrocínio da Light e Raia Drogasil. Conta ainda com apoio de EY, Sodexo, EMS, Rede D’Or, White Martins, Bloomberg, Colgate, Chevrolet, TechnipFMC, Universidade Veiga de Almeida, Granado e BMC Hyundai. Além da Accenture e o British Council apoiando em projetos especiais, contamos com os parceiros de mídia Artplan, SulAmérica Paradiso e Rádio Mix.

Sobre o IDG

IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão é uma organização social sem fins lucrativos especializada em gerir centros culturais públicos e programas ambientais. Atua também em consultorias para empresas privadas e na execução, desenvolvimento e implementação de projetos culturais e ambientais. Responde atualmente pela gestão do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Paço do Frevo, em Recife, como gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica e como realizador das ações de conservação e consolidação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Também é responsável pela implementação da museografia do Memorial do Holocausto, a ser inaugurado em 2022 no Rio de Janeiro. Saiba mais no link. Em 2022, o IDG se tornou o responsável pela implementação do Museu das Favelas, em São Paulo.

SERVIÇO EXPOSIÇÃO:

Sebastião Salgado – Amazônia

De 19 de julho a 29 de janeiro de 2022

Museu do Amanhã (Praça Mauá, 1 — Centro, Rio de Janeiro)

Terça a domingo, das 10h às 18h

Livre

Ingressos: inteira: R 30 e meia-entrada: R 15. Às terças-feiras a entrada no Museu do Amanhã é gratuita.

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