Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo uma criança, e 12 ficaram feridas em um bombardeio israelense no porto da Cidade de Gaza.
O saldo foi apresentado nesta terça-feira por autoridades sanitárias do enclave.
O hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, informou ter recebido cinco corpos e dezenas de feridos, um dos quais morreu posteriormente.
Bashir Al-Hajj, Morador de Gaza:
"O povo de Gaza sangra todos os dias. A guerra esgotou toda a sua energia física, financeira, psicológica e mental, e não resta nada no corpo de uma pessoa em Gaza. Somos um povo que está morrendo, e somos seres humanos como todos os povos do mundo. Temos o direito de viver".
O Exército israelense disse ter realizado um ‘ataque aéreo’ contra ‘vários comandantes do Hamas’ que supostamente ‘planejavam ataques terroristas contra as forças armadas que operam na Faixa de Gaza’.
De acordo com a imprensa de Israel, o exército realizou nos últimos dias ataques para eliminar ameaças iminentes contra suas tropas ou para matar indivíduos envolvidos no ataque de 7 de outubro de 2023 contra o sul do território israelense, que desencadeou a guerra em Gaza.
A operação ocorreu um dia depois de o enviado da Casa Branca, Jared Kushner, se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que destacou que as Forças Armadas só vão se retirar de Gaza quando o Hamas estiver completamente desarmado.
O grupo islamista palestino declarou seu compromisso com o plano de paz mediado pelos Estados Unidos e exigiu que o governo americano pressione Netanyahu a implementá-lo.