
O ex-ministro da Defesa da Ucrânia Mykhailo Fedorov pediu a realização de eleições em meio à guerra contra a Rússia.
Em um vídeo publicado na noite de terça-feira no YouTube, o político de 35 anos falou sobre uma 'crise sistêmica de governo'.
A legislação ucraniana proíbe a realização de eleições em tempos de guerra.
Dan Flynn, chefe do escritório da Reuters na Ucrânia, detalha os obstáculos existentes para organizar eleições durante a guerra.
"Mesmo que a lei fosse alterada, há mais de quatro milhões de ucranianos vivendo no exterior, principalmente na União Europeia, que fugiram após a invasão da Rússia. Dentro do próprio país, há aproximadamente quatro milhões de pessoas deslocadas para longe de suas casas, que teriam de se registrar para votar em um novo local."
Fedorov foi considerado durante muito tempo um aliado próximo do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, até ser destituído de forma surpreendente em julho, após seis meses no cargo.
Pouco depois de sua saída, o ex-ministro criticou publicamente o comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, a quem os críticos responsabilizam pelas pesadas perdas de tropas na linha de frente.
"Um milhão de pessoas servem nas Forças Armadas. Ainda não está claro se elas poderiam votar enquanto a guerra continua. É evidente que a Ucrânia teria de continuar lutando e que elas não poderiam deixar a linha de frente."
Uma pesquisa recente indicou que o político ucraniano derrotaria Zelenskiy com folga em um segundo turno, no qual os dois candidatos presidenciais mais votados se enfrentam diretamente.