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Minha Casa, Minha Vida dá prioridade a mulheres e prevê proteção do imóvel em casos de separação

Famílias chefiadas por mulheres e vítimas de violência doméstica estão entre os grupos prioritários do programa. A legislação também prevê regras para proteger a titularidade da moradia.

Por: Redação - Vinicius Fonte: RBTV
25/08/2026 às 15h23 Atualizada em 25/08/2026 às 16h01
Minha Casa, Minha Vida dá prioridade a mulheres e prevê proteção do imóvel em casos de separação
RBTV

Mulheres têm direitos específicos no Minha Casa, Minha Vida, programa habitacional do governo federal. Entre as medidas estão a prioridade para famílias chefiadas por mulheres, a preferência para que o imóvel fique no nome delas e a proteção da moradia em algumas situações de separação, divórcio e violência doméstica.

As regras estão previstas na Lei nº 14.620, de 2023, que retomou o Minha Casa, Minha Vida. Famílias que tenham uma mulher como responsável e aquelas com vítimas de violência doméstica e familiar estão entre os públicos prioritários nas modalidades subsidiadas do programa.

Imóvel pode ficar preferencialmente no nome da mulher

Nos contratos abrangidos por essas regras, o imóvel deve ser registrado, preferencialmente, em nome da mulher.

Quando ela é a responsável pela família, o contrato também pode ser feito sem a necessidade de autorização do marido ou companheiro.

A medida busca dar mais segurança à mulher e evitar que ela fique sem moradia em situações de vulnerabilidade.

O que acontece em caso de separação?

A legislação também estabelece regras para casos de divórcio, separação ou fim de união estável.

Em determinadas situações previstas em lei, o imóvel adquirido, construído ou regularizado pelo programa durante o casamento ou a união pode ficar no nome da mulher.

Há uma exceção importante. Se o casal tiver filhos e a guarda exclusiva deles ficar com o homem, o imóvel poderá ser registrado em nome dele.

Essas regras específicas de titularidade não se aplicam a todos os tipos de financiamento do programa. Por isso, cada contrato deve ser analisado de acordo com a modalidade utilizada.

Vítimas de violência doméstica têm prioridade

Famílias que tenham mulheres vítimas de violência doméstica e familiar também estão entre os grupos prioritários para receber unidades habitacionais subsidiadas pelo Minha Casa, Minha Vida.

A legislação ainda prevê proteção especial para mulheres que tenham medida protetiva de urgência.

Em algumas situações, a beneficiária pode encerrar o contrato de uma moradia e receber outra unidade, desde que cumpra as regras previstas pelo programa.

A medida busca permitir que a mulher deixe um ambiente de violência e tenha acesso a uma moradia segura.

Quem pode participar do Minha Casa, Minha Vida?

Em 2026, o programa atende famílias de áreas urbanas com renda bruta mensal de até R$ 13 mil.

As faixas de renda são divididas da seguinte forma:

Faixa 1: renda mensal de até R$ 3.200.

Faixa 2: renda de R$ 3.200,01 a R$ 5 mil.

Faixa 3: renda de R$ 5.000,01 a R$ 9.600.

Faixa 4: renda de até R$ 13 mil.

Na Faixa 1, destinada às famílias de menor renda, a seleção pode ser feita por prefeituras, governos estaduais ou pelo Distrito Federal.

Esses órgãos precisam seguir as regras do governo federal, mas também podem adotar critérios locais de prioridade e vulnerabilidade social.

Por isso, não existe uma inscrição nacional que garanta automaticamente uma casa.

Quem deseja participar deve procurar a prefeitura ou o órgão responsável pela habitação na cidade onde mora para saber se há cadastro aberto e quais documentos são exigidos.

Bolsa Família e BPC podem garantir isenção das parcelas

Famílias da Faixa 1 que recebem o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) podem ter direito à isenção das parcelas em algumas modalidades subsidiadas do Minha Casa, Minha Vida.

Isso significa que, em determinados casos, a família selecionada pode receber o imóvel sem precisar pagar as prestações previstas para outros beneficiários.

A isenção, no entanto, não significa que qualquer pessoa que receba Bolsa Família ou BPC tenha direito automático a uma casa gratuita.

É necessário cumprir os critérios do programa, participar do processo de seleção e ser aprovado na análise dos dados e documentos.

Como tentar uma vaga?

Quem pretende participar do Minha Casa, Minha Vida deve manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e acompanhar os processos de seleção realizados pela prefeitura ou pelo órgão de habitação da região.

Também é importante informar situações que possam dar prioridade no processo, como mulher responsável pela família, presença de pessoa com deficiência ou situação de violência doméstica.

Mesmo fazendo parte de um grupo prioritário, a família não recebe o imóvel automaticamente.

É preciso cumprir as regras do programa, apresentar os documentos exigidos e passar pelo processo de seleção.

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