
Horas de espera por alguns litros de gasolina: a crise de combustíveis na Rússia continua se agravando.
Da metrópole de Moscou à cidade de Rostov do Don, no sul do país, longas filas passaram a fazer parte da rotina nos postos de abastecimento.
Muitas unidades já tiveram de fechar completamente ou estão racionando as vendas. Outras oferecem apenas diesel.
Quem ainda consegue abastecer também reclama de uma queda perceptível na qualidade do combustível.
“A situação na cidade é realmente muito ruim. Os postos de combustível estão fechados ou, quando estão abertos, têm estoques muito limitados, o que provoca longas filas. Essa é a situação.”
“Estou esperando aqui desde 8h50 da manhã. Depois de cerca de uma hora e meia, disseram que o caminhão-tanque havia chegado e que o descarregamento levaria cerca de 40 minutos. Depois disso, o combustível foi inspecionado, e agora ainda temos de esperar mais 30 minutos.”
“A qualidade do combustível neste momento não é muito boa. O cheiro é desagradável, a cor é diferente. E já dá para perceber pelo consumo que o combustível não é mais o mesmo.”
A nova crise foi desencadeada por uma combinação de forte demanda sazonal e ataques direcionados de drones ucranianos contra refinarias de petróleo russas.
Os ataques afetaram significativamente a capacidade doméstica de processamento.
O governo em Moscou tenta conter a situação. Foram impostos vetos à exportação de gasolina e diesel, e os padrões legais de qualidade foram flexibilizados.
O aspecto mais sensível é que a Rússia, rica em recursos naturais e tradicionalmente um dos maiores exportadores de energia do mundo, agora precisa importar combustível do exterior.
Por enquanto, não há sinais de que a escassez vá terminar.