
Em vilarejos palestinos na Cisjordânia ocupada, imagens registradas nesta semana mostram a escalada da tensão entre palestinos, colonos israelenses e militares.
Nesta sexta-feira, um adolescente de 17 anos foi morto a tiros por um israelense que fazia a segurança de um grupo de colonos judeus que havia entrado em um vilarejo palestino perto de Hebron.
Em Qusra, vídeos obtidos pela Reuters mostram soldados israelenses jogando pertences de casas da comunidade.
Em uma gravação feita na quinta-feira, militares aparecem lançando objetos da varanda de uma residência sitiada.
No dia seguinte, outra filmagem mostrou soldados em uma casa pertencente a Raed Ridi. Os militares foram vistos jogando itens em um poço do lado de fora da propriedade.
A casa pertence à família de Loui Ridi, um palestino-norte-americano que vive nos Estados Unidos. Segundo moradores, sua residência está cercada por colonos militantes há mais de uma semana.
O caso atraiu a atenção do governo norte-americano.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, condenou tentativas de colonos de ocupar propriedades de palestinos norte-americanos e classificou essas ações como atividade criminosa.
“Acho que a mensagem vai além da do próprio governo Trump. É uma mensagem de civilidade básica e de comportamento civilizado. Você não pega algo que não lhe pertence. Vamos recorrer à Torá. // Vamos recorrer aos Dez Mandamentos. Não roubarás. Portanto, nem sequer deve cobiçar. // Temos equipes que foram para a área de Qusra e estão monitorando continuamente o que está acontecendo. Estamos indignados com algumas das coisas que aconteceram com famílias que são vítimas de atividade criminosa simplesmente injustificável e repugnante."
Nos últimos dias, colonos têm cercado casas em Qusra, aumentando a pressão sobre moradores palestinos em uma área disputada da Cisjordânia.
Grupos de direitos humanos afirmam que há um esforço coordenado para ampliar o controle sobre terras reivindicadas pelos palestinos para um futuro Estado.
A violência envolvendo colonos judeus também tem aumentado no território ocupado, com alguns deles se sentindo encorajados pelo governo do primeiro-ministro de direita Benjamin Netanyahu, que liderou uma ampla expansão dos assentamentos na região.