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Por que a Coreia do Sul está testando uma rota de navegação pelo Ártico?

Um navio porta-contêineres sul-coreano partiu no sábado (22 de agosto) rumo à Europa pelo Ártico na primeira viagem comercial do país pela rota para testar sua viabilidade, na esperança de transformar o porto de Busan, no sudeste do país, em um centro marítimo global.

Por: Redação - Vinicius Fonte: Reuters Connect
25/08/2026 às 18h40
Por que a Coreia do Sul está testando uma rota de navegação pelo Ártico?
Reuters Connect

Poderia o Ártico se tornar a próxima grande rota de navegação?

A Coreia do Sul está colocando essa questão à prova.

No sábado, um navio porta-contêineres sul-coreano partiu rumo à Europa pelo Ártico, na primeira viagem comercial do país pela rota polar, para testar sua viabilidade. 

O objetivo é transformar o porto de Busan, no sudeste do país, em um centro marítimo global. 

A chefe do escritório da Reuters na Coreia, Brenda Goh, explica o que está por trás da iniciativa.

“Não é a rota habitual que os navios costumam fazer da Ásia para a Europa. Ela passa pelo Ártico, segue para o norte e atravessa a Rússia por um caminho que também é chamado de Rota do Mar do Norte. Assim, esse navio partirá de Busan rumo ao porto de Felixstowe, no Reino Unido. Depois seguirá para Roterdã e, por fim, terá como destino final Gdansk, na Polônia. A viagem deve levar cerca de 45 dias para ser concluída.”

Para a Coreia do Sul, a crise no Estreito de Ormuz também serviu como um alerta, já que o país importa cerca de 70% do seu petróleo por essa via. 

Como a Rússia basicamente administra a rota polar, é necessário obter permissões do governo russo para navegar por ela.

“Diplomatas ocidentais me disseram que não veem isso com bons olhos, porque não querem que a Coreia do Sul negocie com a Rússia para que esse navio possa atravessar a rota. // Quando buscamos comentários da Rússia e do governo sul-coreano para nossa reportagem sobre esses pontos, eles não responderam.

Também existe o risco de a embarcação violar sanções internacionais. 

“Embora o gelo tenha derretido, sempre há a possibilidade de que o navio fique preso no gelo. E, se isso acontecer, o cenário mais provável é que a embarcação precise buscar ajuda da Rússia para utilizar seus quebra-gelos. Portanto, durante essa jornada, o navio terá de lidar com todos esses desafios.”

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