
A presidente da Costa Rica, Laura Fernández, tornou a segurança pública uma das maiores prioridades de seu governo.|
"Não é certo que o povo da Costa Rica dê abrigo, comida e proteção a criminosos que estão na prisão e que, de dentro dela, continuam comandando quadrilhas e prejudicando os costarriquenhos. Essa prisão precisa se tornar uma realidade."
Nesse contexto, o país avança na construção do Centro de Confinamento de Alta Contenção contra o Crime Organizado, conhecido como Cacco.
A prisão de segurança máxima foi inspirada nas políticas penitenciárias promovidas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
A obra, na província de Alajuela, cerca de 20 quilômetros a noroeste da capital, já está 89% concluída.
O complexo penitenciário terá capacidade para 5 mil detentos, o que equivale a cerca de 20% da população carcerária do país.
O projeto pretende abrigar criminosos considerados altamente perigosos e interromper supostas operações criminosas comandadas de dentro das prisões.
Durante a cerimônia de lançamento da obra, em janeiro, com a presença de Bukele, o presidente salvadorenho afirmou que a Costa Rica tem a oportunidade de enfrentar o problema antes que ele alcance os níveis observados anos atrás em El Salvador.
A estratégia tem recebido críticas de especialistas em direitos humanos, como o analista Marco Feoli.
"É uma política claramente inspirada no sensacionalismo e no espetáculo de Nayib Bukele, mas com um componente que me parece muito triste: a Costa Rica não tem os problemas que El Salvador tem."
A opinião pública está dividida.
"Eu apoio a medida porque há muita criminalidade no país. Seria bom poder nos sentir livres como seres humanos, caminhar por um país livre."
"Sou contra tudo o que ela faz, porque com essas ações ela não vai reduzir a criminalidade nem resolver tudo o que está acontecendo neste país."