Uganda foi oficialmente declarada livre do ebola pela Organização Mundial da Saúde nesta quinta-feira, após 42 dias sem registrar novos casos.
O país foi elogiado por seus esforços para prevenir a propagação do surto
. A organização destacou o trabalho dos profissionais da saúde e parceiros pelas 'medidas robustas tomadas para conter o surto e evitar uma propagação mais ampla'.
A OMS afirmou que ‘o último paciente com ebola confirmado, importado de outro país, recebeu alta em 16 de julho de 2026’ e não foi registrado nenhuma transmissão posterior, marcando o fim do surto.
O país do leste da África registrou um total de 20 casos de ebola e duas mortes.
Quase todos os casos envolveram pessoas que viajaram da República Democrática do Congo.
Desde que o surto foi declarado em 15 de maio, mais de 5.600 casos confirmados foram registados na República Democrática do Congo, incluindo mais de 2.700 mortes.
Também nesta quinta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo para a arrecadação de um bilhão e 100 milhões de dólares ou cinco bilhões e 700 milhões de reais para financiar um plano de ajuda para combater a epidemia de ebola no país.
O plano, que tem um custo total de mais de dois bilhões de dólares, recebeu uma importante contribuição dos Estados Unidos. Mas Guterres alertou que 'sem financiamento adicional, as operações obrigatórias ficarão sem recursos justamente quando precisarem ser ampliadas'.
Impulsionada pela rara espécie do vírus Bundibugyo para quem não há vacinas nem tratamentos , esta é a maior epidemia na história do país.