
Uma tropa de baratas gigantes pode soar para muitos como coisa de pesadelo.
Porém, pesquisadores australianos disseram em um comunicado divulgado nesta quinta-feira que os insetos poderão um dia ser usados por equipes de busca e resgate para entregar medicamentos que salvam vidas a pessoas presas após desastres.
Os cientistas desenvolveram baratas ciborgues paramédicas, equipadas com dispositivos de injeção em miniatura e câmeras.
Eles esperam que os insetos possam ajudar a manter vivas vítimas de terremotos e desabamentos de edifícios, fornecendo assistência médica básica em espaços estreitos e cheios de destroços antes da chegada dos socorristas.
Thang Vo-Doan é engenheiro de Biorrobótica da Universidade de Queensland.
“Primeiro anestesiamos o inseto e o imobilizamos para garantir que ele não sinta nada durante o processo de implementação. Depois que implantamos eletrodos no inseto, podemos aplicar um pequeno sinal elétrico para ativar ou estimular o sistema nervoso, de forma que ele possa responder aos nossos comandos.”
Segundo os pesquisadores, baratas reais foram utilizadas porque nenhum robô consegue igualar sua agilidade, resistência e baixo consumo de energia.
“No futuro, queremos ter talvez uma tropa delas indo profundamente em estruturas colapsadas, porque não conseguimos controlar apenas uma barata ou duas baratas nessas situações. Precisamos ter uma rede com muitas delas, para que possamos encontrar a vítima o mais rápido possível.”