
O presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro pediu à Justiça dos Estados Unidos que rejeitasse as acusações de tráfico de drogas contra ele, invocando sua imunidade como chefe de Estado.
Ele e a esposa Cilia Flores estão presos há oito meses em território americano, depois da operação militar que capturou o casal em 3 de janeiro, em Caracas, capital da Venezuela.
Maduro, acusado de quatro crimes, incluindo “narcoterrorismo”, argumenta que o tribunal de Nova York é responsável pelo seu caso “carece de jurisdição” para julgar os dois.
Sua defesa destacou que “nenhum tribunal americano jamais presidiu o julgamento criminal de um líder estrangeiro que era reconhecido por seu próprio país como chefe de Estado em exercício no momento em que as acusações foram apresentadas”.
Os advogados do líder chavista argumentaram ainda que “a imunidade dos chefes de Estado soberanos é um princípio fundamental do direito internacional” e que “as acusações nos Estados Unidos abrangem o período em que ele serviu como presidente da Venezuela”.
Em sua primeira audiência o juiz responsável pelo caso, em 6 de janeiro deste ano, Maduro proclamou sua inocência e se declarou “um prisioneiro de guerra”.
O julgamento está marcado para começar em 1º de junho de 2027.