
O preço do barril de petróleo voltou a subir nesta terça-feira e se aproximou da marca simbólica de us$ 100, após uma série de ataques de rebeldes do iêmen à arábia saudita.
O barril do brent para entrega em novembro teve alta de 0,95%, a US$ 97,9.
A arábia saudita é um exportador mundial importante de petróleo bruto, e suas vendas foram afetadas pelo bloqueio do estreito de ormuz devido à guerra no oriente médio.
Riade informou que os novos ataques causaram incêndios em várias instalações, o que resultou em uma "interrupção temporária de algumas operações".
No centro das hostilidades entre a arábia saudita e os rebeldes houthis está o estreito de bab el-mandeb, uma via comercial que liga a ásia à europa através do mar vermelho e do canal de suez, que atende às exportações de petróleo sauditas.
Uma nova "zona proibida" perto dessa passagem estratégica pode ser anunciada pelo irã nos próximos dias, indicou ontem o secretário do conselho supremo de segurança nacional, mohsen rezai.
Mesmo que teerã não consiga evitar a passagem de navios, "um endurecimento das restrições, um aumento do risco militar e um aumento do seguro poderiam reduzir a capacidade de exportação efetiva do golfo", apontou arne rasmussen, analista da global risk management.
Segundo o banco americano goldman sachs, a continuação do conflito pode levar o barril do brent a ultrapassar a marca de US$ 120.