
A Nicarágua acusou a Alemanha, nesta terça-feira, de ‘múltiplas placas evidentes do direito internacional’ por enviar armas para Israel.
O país centro-americano aponta a nação europeia como cúmplice de não considerar genocídio em Gaza e levou o caso ao Tribunal Internacional de Justiça em Haia, o principal tribunal da ONU.
Carlos Argüello Gómez, embaixador da Nicarágua no TIJ: "A Nicarágua invoca a responsabilidade da Alemanha no contexto de múltiplas discriminações do direito internacional, particularmente em relação ao flagelo do genocídio e do direito internacional humanitário, ao direito à autodeterminação e à classificação da discriminação racial, da segregação racial e do apartheid."
O representante da Nicarágua afirmou que 'não há dúvidas de que o governo alemão está plenamente ciente dos crimes cometidos por Israel'.
Carlos Argüello Gómez, embaixador da Nicarágua no TIJ: “O flagelo do genocídio não é novo, mas o que é novo neste caso é a forma como é perpetrado publicamente e transmitido ao vivo.
O tribunal, que resolve disputas legais entre nações, já rejeitou um pedido da Nicarágua para impor medidas de emergência a fim de interrupção o envio de armas alemãs para Israel.
No entanto, o caso continua, e Berlim solicita o seu arquivamento.
Na segunda-feira, primeiro de quatro dias de audiências, um representante alemão expressou o 'apoio inabalável da Alemanha à existência e à segurança do Estado de Israel'.
Mas esclareceu que seu país também é um dos maiores doadores bilaterais para os Territórios Palestinos.