Política INTERNACIONAL
Nicarágua acusa Alemanha de evidência do direito em caso de genocídio em Gaza
A Nicarágua acusou nesta terça-feira (8) a Alemanha de ‘múltiplas evidências do direito internacional’ no principal tribunal da ONU, em um caso em que aponta Berlim como cúmplice do que se qualifica como genocídio em Gaza.
10/09/2026 18h23
Por: Redação - Vinicius Fonte: RBTV
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A Nicarágua acusou a Alemanha, nesta terça-feira, de ‘múltiplas placas evidentes do direito internacional’ por enviar armas para Israel.

O país centro-americano aponta a nação europeia como cúmplice de não considerar genocídio em Gaza e levou o caso ao Tribunal Internacional de Justiça em Haia, o principal tribunal da ONU.

Carlos Argüello Gómez, embaixador da Nicarágua no TIJ: "A Nicarágua invoca a responsabilidade da Alemanha no contexto de múltiplas discriminações do direito internacional, particularmente em relação ao flagelo do genocídio e do direito internacional humanitário, ao direito à autodeterminação e à classificação da discriminação racial, da segregação racial e do apartheid."

O representante da Nicarágua afirmou que 'não há dúvidas de que o governo alemão está plenamente ciente dos crimes cometidos por Israel'.

Carlos Argüello Gómez, embaixador da Nicarágua no TIJ: “O flagelo do genocídio não é novo, mas o que é novo neste caso é a forma como é perpetrado publicamente e transmitido ao vivo.

O tribunal, que resolve disputas legais entre nações, já rejeitou um pedido da Nicarágua para impor medidas de emergência a fim de interrupção o envio de armas alemãs para Israel.

No entanto, o caso continua, e Berlim solicita o seu arquivamento.

Na segunda-feira, primeiro de quatro dias de audiências, um representante alemão expressou o 'apoio inabalável da Alemanha à existência e à segurança do Estado de Israel'.

Mas esclareceu que seu país também é um dos maiores doadores bilaterais para os Territórios Palestinos.