Política INTERNACIONAL
Lula avisa Trump para não interferir nas eleições presidenciais no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que Donald Trump não deve interferir nas eleições brasileiras de outubro. Durante um ato de campanha em Porto Alegre, o petista ainda afirmou que Daniel Vorcaro, preso no caso Banco Master, só se tornou banqueiro durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, adversário de Lula nas urnas
14/09/2026 17h16 Atualizada há 1 dia
Por: Redação - Vinicius Fonte: AGENCIA FRANS PRESS
AGENCIA FRANS PRESS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu uma multidão em Porto Alegre para um evento de campanha.

Aos presentes, o petista, que vai em busca de um quarto mandato nas eleições de outubro, falou sobre um diálogo que teve com o colega americano Donald Trump.

Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil "O Trump tem sido um modelo de cabo eleitoral para a extrema direita. Eu vou dizer uma coisa para vocês, de corpo e alma.

Eu nunca tive ingerência na eleição de outro país.

E eu já o avisei, já falei por telefone com o Trump: “Não se meta na eleição brasileira, porque, se se meter, vai perder." Na sexta-feira, foi revelado que Flávio Bolsonaro, rival do antigo líder sindical nas urnas, está sendo investigado pela Polícia Federal por possíveis crimes “no contexto de financiamento para a produção” de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o pai, Jair Bolsonaro, que o senador pediu apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para lançar.

Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil "Eles realizaram um banqueiro chamado (Daniel) Vorcaro em 2019. Na época deles, o bandido virou banqueiro.

No meu mandato, ele virou prisioneiro."

Vorcaro, que aparentemente teve acesso a ministros e políticos de diferentes matizes ideológicas, foi preso por um mega esquema de fraude financeira no Banco Master.

As apurações sobre o caso deram início a uma crise no Supremo Tribunal Federal, com decisões do relator André Mendonça questionadas por colegas e revelações de conexões entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes.