
Ruas tomadas pela água marcaram terça-feira em São Paulo, depois de fortes chuvas que atingiram a maior cidade do Brasil dias antes.
Imagens aéreas mostram bairros inundados, moradores caminhantes por áreas alagadas e equipes improvisando maneiras de levar suprimentos às áreas mais afetadas.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a estação meteorológica Mirante de Santana, na zona norte da cidade, registrou 75,4 milímetros de chuva em 24 horas entre os dias 11 e 12 de setembro, o maior volume do país no período.
Os efeitos ainda eram sentidos dias depois. Moradores retiravam água de dentro de casa e tentavam recuperar móveis e objetos danificados.
Verônica Terto de Medeiros, uma das afetadas, chamou atenção para o acúmulo de lixo nas ruas.
"Esse lixo deveria ter sido recolhido. Isso aqui prolifera a contaminação. Além da água de ter inundado, o risco maior é o lixo na rua."
Dados da Defesa Civil apontam que setembro de 2026 foi o quarto de setembro mais chuvoso desde o início dos registros, em 1943.
Outro morador, André Pereira Bastos, atribuiu os alagamentos aos problemas de infraestrutura e ao transbordamento do Rio Tietê.
“Eu acho que foi por conta da obra mal feita que fez aqui, e o rio que alagou também, o Rio Tietê. Então, por causa das obras velhas que eles fizeram aqui, alagou tudo. Acabei perdendo todas as minhas coisas. Mas, graças a Deus, eu tenho como correr atrás para comprar tudo de novo.”