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O Brasil registrou o dobro de assassinatos de defensores do meio ambiente em 2025.
Segundo a Ong global Witness, foram trinta e nove mortes, o que coloca o país entre os mais perigosos do mundo para esses ativistas.
17/09/2026 18h14
Por: Redação - Vinicius Fonte: RBTV
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O número de assassinatos de defensores do meio ambiente dobrou em 2025 no Brasil.

É o que mostra o relatório anual divulgado pela ONG Global Witness, que coloca o país como o mais perigoso do mundo para esses ativistas, depois da Colômbia.

Brasil e Colômbia concentram 52% dos assassinatos de ativistas ambientais no ano passado, com 39 e 26 mortes, respectivamente.

O principal motivo das mortes no Brasil foram disputas por terras, um foco de conflito histórico entre indígenas e latifundiários no país. Os ataques se concentraram nos estados de Rondônia e Pará.

A Global Witness denuncia a aplicação ‘desigual’ de compromissos relacionados a direitos territoriais no país, que sediou a conferência climática COP30.

Na América Latina, região mais letal do mundo para esses ativistas, a maioria das vítimas são indígenas e agricultores, principalmente aqueles que vivem em áreas remotas com pouca presença do Estado.

O relatório destaca que a violência contra os ativistas ambientais ‘é agravada pelo poder crescente do crime organizado, que gera um clima de corrupção e impunidade em toda a região’

A ONG ressalta que os interesses das empresas extrativistas, que buscam explorar petróleo e minerais em ecossistemas frágeis, estão por trás de muitos ataques na região.

Um total de 124 assassinatos de ambientalistas foram registrados em todo o mundo no ano passado. Honduras e

Filipinas ocuparam o terceiro lugar, com 12, seguidas pelo México, com 10.