As medidas foram adotadas após uma semana marcada por bate-bocas entre ministros, divergências sobre a condução de investigações e novos atritos públicos envolvendo integrantes do tribunal.
O julgamento sobre a atuação de mendonça estava previsto para ocorrer em 23 de setembro. A sessão havia sido marcada por fachin após o presidente do stf decidir que a análise do caso de mendonça seguiria separada da discussão envolvendo o ministro alexandre de moraes.
No despacho desta quinta, o presidente do stf afirmou que ainda existem discussões pendentes com impacto direto sobre o julgamento de mendonça.
Entre elas estão questionamentos sobre a tramitação dos processos e a própria relatoria dos procedimentos.
O despacho não informa quando o julgamento será retomado.
Também nesta quinta, o presidente do supremo cancelou uma sessão extraordinária do plenário após novos atritos entre os ministros gilmar mendes e andré mendonça.
Mais cedo, mendonça divulgou uma nota rebatendo declarações feitas por gilmar sobre sua atuação no caso banco master e negando qualquer complacência com vazamentos de informações.
Sem citar o colega nominalmente, mendonça afirmou que jamais transformou "o plenário num palanque ou picadeiro" para sustentar acusações sem fundamento jurídico.
Horas antes, gilmar havia publicado uma manifestação em defesa do procurador-geral da república, paulo gonet, e acusado mendonça de agir com objetivos "político-eleitorais" ao divulgar informações relacionadas ao caso.
Na publicação, o decano do stf chamou o colega de "pixuleco eleitoral" e comparou sua atuação à de deltan dallagnol e sergio moro durante a operação lava jato.