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Sou Cidadão discute o crescimento da migração no Paraná e os desafios do acolhimento
Programa da TV Assembleia desta terça-feira (22) aborda o fluxo migratório no estado, trabalho, documentação e discriminação.
22/09/2026 15h50
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná

Curitiba é hoje a capital brasileira que mais recebe migrantes, e o Paraná ocupa a terceira posição entre os estados que mais acolhem essa população, atrás apenas de São Paulo e Roraima. Diante desse cenário, o programa Sou Cidadão, da TV Assembleia, estreia nesta terça-feira (22) uma série especial de reportagens sobre migração, recebendo o superintendente-geral de Governança Migratória do Paraná, Gil Souza, para uma conversa sobre os principais desafios e oportunidades desse novo momento.

Um dos eixos centrais da entrevista é a relação entre migração e mercado de trabalho. Souza explica como a chegada de novos moradores, tanto de outros países quanto de outros estados brasileiros, tem ajudado a suprir a falta de mão de obra em diversos setores da economia. "Quando a gente tem uma falta de pessoas para ocupar o mercado de trabalho, a gente tem empresas que não conseguem crescer ou empresas que não conseguem prestar o seu serviço", exemplifica.

O programa também aborda a questão da documentação, apontada como um dos principais entraves enfrentados por quem chega ao país. Souza detalha a complexidade do Registro Nacional Migratório, emitido pela Polícia Federal, e comenta a importância do atendimento em diferentes idiomas para quem ainda não domina o português. "Quando a pessoa é recebida na própria língua, muda tudo", observa.

Outro tema discutido é o histórico das ondas migratórias recebidas pelo estado nos últimos anos, dos haitianos, entre 2010 e 2015, aos venezuelanos, entre 2018 e 2021, até a atual chegada de cubanos. Souza também comenta o combate à discriminação e ao preconceito, reforçando que o aumento de vagas de emprego no estado desmente a ideia de que migrantes disputariam postos de trabalho com a população local.

A entrevista ganha ainda um panorama internacional, com Souza comentando políticas mais restritivas adotadas por países da Europa e a forma como a contribuição previdenciária de imigrantes tem ajudado a sustentar sistemas de aposentadoria em nações com população envelhecida, como Portugal e a Alemanha. "É muito fácil quando a gente tem um problema e a gente finge não olhar que ele não existe. Só que esse é o pior dos mundos", reflete.

Também entram em pauta uma mudança recente que simplificou o casamento civil de imigrantes venezuelanos no estado, dispensando a exigência de certidão de nascimento original atualizada, e o papel de organismos internacionais, como o Acnur e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), no apoio a políticas voltadas a essa população. "Isso é a coisa mais linda do direito. É quando a gente observa o caso concreto e a gente precisa trazer essas mudanças", avalia Souza.

Para acompanhar a conversa completa com o superintendente-geral de Governança Migratória do Paraná, Gil Souza, e conhecer em detalhes os diferentes aspectos da migração no estado, clique aqui .