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Tendência de queda nos juros favorece mercado imobiliário

O Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano em 16/09/2026 e o Boletim Focus projeta nova queda da taxa até 10,50% ao final de 2028. Analistas indicam que a redução dos juros deve facilitar o crédito imobiliário, estimular a demanda por imóveis e fa...

mc
Por: mc Fonte: Agência Dino
22/09/2026 às 17h00
Tendência de queda nos juros favorece mercado imobiliário
Fernando Frazão/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 13,75% ao ano, na reunião realizada em 16 de setembro de 2026.

O Boletim Focus, divulgado em 8 de setembro de 2026, indica que a mediana das projeções do mercado financeiro espera a Selic em 13,75% ao final de 2026, com tendência de queda para 12,00% em 2027 e 10,50% em 2028; a inflação medida pelo IPCA tem projeção de 5,00% para 2026.

Analistas de grandes instituições financeiras apontam que a desaceleração recente dos índices de preços e da atividade econômica pode abrir espaço para novos ajustes na política monetária. O Banco Safra projeta encerramento da Selic em 2026 entre 13,25% e 13,50% ao ano, com trajetória para 11,00% até meados de 2027. O BTG Pactual mantém a projeção de 13,75% ao final de 2026, mas sinaliza possibilidade de corte adicional de 0,25 ponto percentual, caso o cenário externo e a inflação permitam maior flexibilização.

Com a expectativa de estabilidade e redução dos juros, especialistas recomendam a reavaliação de carteiras de investimento para captar oportunidades no setor imobiliário. Em ambiente de juros mais baixos, o acesso ao crédito imobiliário torna‑se mais barato, o que pode elevar a demanda por imóveis residenciais e comerciais.

Paulo Gala, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que o mercado imobiliário costuma ser considerado um porto seguro em períodos de alta de juros ou de inflação, pois o bem físico apresenta resiliência contra a perda de poder de compra. "Em momentos de juros mais baixos, o acesso ao crédito imobiliário fica mais fácil, estimulando a demanda e, consequentemente, os preços dos imóveis", explicou.

Juliana Mello, sócia‑diretora da Fortesec, aponta que investidores podem se expor ao setor sem adquirir diretamente um imóvel, por meio de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), que buscam rentabilidade semelhante à dos proprietários de ativos físicos.

Segundo Gala, o crescimento populacional e a urbanização sustentam a demanda por moradia e espaços comerciais, o que tende a valorizar os imóveis ao longo do tempo. Além disso, a maioria dos contratos de locação inclui cláusula de reajuste anual baseada em índices de inflação, proporcionando renda passiva ajustável.

A valorização dos imóveis também pode ser impulsionada por fatores como expansão de infraestrutura (transportes, escolas, hospitais), surgimento de novos comércios e melhoria da segurança nas regiões, elementos que costumam elevar os preços de venda.

Em síntese, o imóvel oferece tanto a valorização do capital (ganho na venda) quanto a geração de renda (aluguéis), configurando um ativo real que combina potencial de apreciação acima da inflação e fluxo de caixa recorrente.

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