Depois de dias dominando as manchetes no Reino Unido, foi lançado nesta terça-feira o livro "Canto do Cisne: Diana, a minha irmã”, escrito por Charles Spencer, irmão da princesa, morta aos 36 anos, em agosto de 1997.
Na publicação, Spencer acerta contas com a família real britânica, em particular com o rei Charles III, que, segundo o autor, em um telefone após receber a notícia do acidente fatal, parecia "despreocupado e jovial", como se "tivesse ganhado na loteria”.
De acordo com o irmão da princesa, o então herdeiro do trono viu nesse evento a oportunidade de "casar-se com a mulher que amava", Camilla, agora rainha consorte.
Em outro trecho, ele acusa Charles de ter demonstrado "desprezo" por Diana e de ter dito que ela seria "logo esquecida".
Em uma atitude bastante incomum, a acusação levou o palácio real a refutar essa versão dos fatos: "A dor do luto familiar pode nublar a razão, prejudicar o julgamento e distorcer as memórias."
O livro também relata que a princesa teve pensamentos suicidas, tendo viajado várias vezes até um penhasco no sul da Inglaterra, mas seu amor pelos filhos "a impediu de ir além”.
Outra história narrada dá conta que Mohamed Al Fayed, pai do parceiro de Diana, Dodi Al Fayed, morto ao seu lado no acidente de carro, teria “deixou a mão deslizar pelas nádegas da ex-esposa da Charles e as beliscou, dizendo em tom obsceno: 'No Egito, o sogro tem a preferência'".
O ex-proprietário da loja de departamentos Harrods, que morreu em 2023, é acusado por dezenas de mulheres de agressão sexual, estupro e exploração sexual.
O livro de Spencer foi alvo de críticas por veículos de comunicação britânicos, que veem uma exposição da vida privada de Diana, enquanto seu irmão, simultaneamente, acusa a imprensa sensacionalista de tê-la assediado em vida.