Libras aproxima usuários do CRAS 3 da realidade da comunidade surda
“Amor”, “eu te amo”, “hoje” e “está bem?”. Palavras e expressões comuns do dia a dia ganharam uma nova forma de comunicação para os usuários do Cen...
Por: RedaçãoFonte: Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
24/09/2026 às 10h23
Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
“Amor”, “eu te amo”, “hoje” e “está bem?”. Palavras e expressões comuns do dia a dia ganharam uma nova forma de comunicação para os usuários do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) 3, no loteamento Pedrinhas. Nesta quarta-feira (23), eles tiveram a oportunidade de aprender os primeiros sinais em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, durante uma roda de conversa sobre inclusão e respeito às pessoas com deficiência.
A atividade, promovida pela Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS), aconteceu na data em que se celebra o Dia Internacional das Línguas de Sinais e abriu a semana que tem ainda, no sábado (26), o Dia Nacional dos Surdos.
Entre vídeos, música, conversa e a prática dos sinais, famílias acompanhadas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) e participantes do grupo intergeracional do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos puderam conhecer um pouco mais sobre a comunicação utilizada pela comunidade surda. A atividade foi conduzida pelo professor Cléber Rodrigues Souza, tradutor e intérprete de Libras.
Usuária do CRAS 3, Margarida Souza Matos, de 74 anos, conhece de perto o tema da conversa. Ela passou a viver com uma deficiência física após um acidente de trânsito. Participante ativa da roda, lembrou que a inclusão começa no modo de tratar as pessoas. “As pessoas com deficiência devem ser tratadas com muito amor, muito amor mesmo. A gente deve reparar que um dia a gente pode passar pela mesma situação”, afirmou.
Para Cléber, mais do que memorizar sinais, ações como essa mudam o olhar de quem participa. “A Libras é uma língua que contempla a comunidade surda. Sem ela, seria muito complicado inserir as pessoas surdas nos ambientes da sociedade”, explicou.
O professor e intérprete destacou ainda que aquele pode ter sido o primeiro contato de muitos participantes com a Libras. E, mesmo que nem todos se lembrem futuramente de cada sinal, aprendido, a experiência deixa algo igualmente importante. “Pode ser que alguns esqueçam os sinais, mas, quando virem uma pessoa surda na rua, já vão ter um olhar diferenciado. Essas pequenas ações vão fazendo com que a sociedade mude um pouco”, completou.
A gerente do CRAS 3, Elíude Silva Bonfim, reforçou que a inclusão da pessoa com deficiência é trabalhada o ano inteiro na unidade. “É muito importante para garantir o direito dessas pessoas, trabalhar a diversidade e o respeito à dignidade da pessoa humana”. É importante trabalhar isso durante todo o ano, não só nas datas específicas, porque ainda existe a estigmatização, o preconceito”.
A aposentada Ordélia Maria Santos Silva, de 69 anos, costuma levar ao CRAS vizinhos que precisam de acompanhamento e saiu do encontro com uma missão. “Eu aprendi que a gente tem que procurar mais pessoas no nosso bairro que precisam do nosso apoio, porque o nosso apoio é muito importante”, disse.
Porta de entrada da assistência social nos territórios, o CRAS desenvolve atividades como essa ao longo de todo o ano com as famílias acompanhadas, na perspectiva de garantir direitos, valorizar as diferentes formas de comunicação e combater o preconceito contra a pessoa com deficiência.
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