
A 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas teve nesta terça-feira um discurso inflamado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ele defendeu a guerra contra o Irã e pediu o isolamento econômico da República Islâmica.
Em um discurso de quase uma hora, o presidente norte-americano classificou o regime iraniano como o principal patrocinador do terrorismo no mundo e uma ameaça à estabilidade regional.
Trump disse que tem uma grande decisão a tomar sobre o futuro do Irã.
"Chego a um acordo com o Irã que permita que eles se reconstruam e se tornem um país muito mais importante do que jamais foram? Talvez um dos melhores do Oriente Médio ou até mesmo do mundo? Ou aniquilo a República Islâmica, rapidamente, sem nunca mais mostram dar a oportunidade de matar e destruir pessoas e países? Eu os lanço no inferno, sem nenhuma chance de sobrevivência nem esperança para as futuras gerações?"
Trump afirmou que acredita ser possível chegar a um acordo após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, já que, segundo ele, Teerã estaria aguardando os resultados políticos antes de avançar nas negociações.
Enquanto isso, em frente à sede da ONU em Nova York, centenas de apoiadores do Conselho Nacional da Resistência do Irã protestaram contra o governo iraniano e pediram apoio internacional.
Os manifestantes cantaram o hino nacional iraniano, exibiram bandeiras e cartazes em apoio a Maryam Rajavi, líder da oposição no exílio, e questionaram a presença do presidente iraniano na reunião da ONU.