
O Programa Melhor em Casa, da Prefeitura de Dourados, estruturado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sems) já realizou 4.773 atendimentos a pacientes entre julho de 2025 a agosto de 2026, reforçando a assistência domiciliar como uma importante estratégia de cuidado em saúde no município. As equipes mantém o atendimento aos pacientes de forma contínua, inclusive em fins de semana e feriados, conforme a necessidade clínica. A iniciativa é uma determinação do prefeito Marçal Filho para agilizar o tratamento, dinamizar a cura de enfermidades e humanizar a atenção às pessoas que usam a saúde pública em Dourados.
Mais do que levar procedimentos de saúde até a residência, o programa busca oferecer acolhimento, orientação e cuidado humanizado a pessoas acamadas ou domiciliadas, especialmente aquelas que apresentam quadros graves, instáveis e/ ou limitações temporárias ou permanentes. Atualmente, 45 pacientes estão ativos no programa e podem receber acompanhamento de até três vezes por semana. Em situações que exigem maior atenção, a assistência pode ocorrer diariamente.
Além da realização de curativos, administração de medicamentos e antibióticos e demais cuidados previstos no plano terapêutico, os profissionais de enfermagem orientam as famílias sobre a continuidade da assistência no ambiente domiciliar. A presença frequente da equipe também permite identificar mudanças no quadro clínico e orientar pacientes e familiares sobre quando procurar outros serviços da rede de saúde.
Conforme o coordenador do Programa Melhor em Casa, Gerson da Silva Almeida, mudanças implementadas recentemente ampliaram o alcance da assistência e trouxeram mais comodidade e qualidade de vida para os pacientes. “Nosso trabalho vai além de realizar um procedimento”, enfatiza. “A equipe acompanha o paciente de perto, entende a realidade de cada família e consegue orientar melhor sobre os cuidados necessários”, continua. “Algumas mudanças recentes também permitiram que pacientes que antes precisavam permanecer no hospital por períodos prolongados pudessem continuar o tratamento em casa, com acompanhamento da equipe”, completa Gerson.
ATENDIMENTO A BEBÊS
Um dos exemplos desse avanço é o acompanhamento de bebês em tratamento de sífilis. Com a reestruturação deste tipo de atendimento na rede municipal, os bebês que recebem alta hospitalar podem continuar o tratamento em casa. Durante os dias úteis, o atendimento pode ser realizado pela Policlínica de Atendimento Infantil (PAI) e, nos fins de semana e feriados, o Programa Melhor em Casa assume a administração da medicação, o que evita que as famílias precisem se deslocar até uma unidade de urgência, somente para cumprir o tratamento. “A medida representa mais comodidade para as famílias e, principalmente, garante a continuidade de um tratamento que não pode ser interrompido”, cita Gerson.
Outro diferencial adotado recentemente é o acompanhamento de pacientes com osteomielite, infecção que pode exigir tratamento prolongado com antibióticos. Anteriormente, em determinadas situações, o paciente permanecia internado por longos períodos apenas para receber a medicação e, agora com as mudanças implementadas pela gestão Marçal Filho, pacientes que apresentam condições clínicas para seguir o tratamento fora do ambiente hospitalar podem receber a administração dos medicamentos em em casa, sob acompanhamento do Melhor em Casa.
“Temos casos em que o paciente poderia permanecer meses dentro de um hospital para completar o tratamento com antibiótico e agora com as mudanças quando há indicação conseguimos fazer esse acompanhamento no domicílio, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente e permite disponibilizar esses leitos para outros atendimentos”, destaca o coordenador.
PLANO TERAPÊUTICO
Os pacientes permanecem no Melhor em Casa por, no mínimo, um mês e, em geral, por até três meses, período que pode ser prorrogado de acordo com a complexidade da assistência necessária. Entre os pacientes desligados do programa, 68% concluíram o Plano Terapêutico estabelecido pela equipe, podendo retornar ao acompanhamento da atenção primária.
O programa atende prioritariamente pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) recente, pessoas com doenças congênitas, pacientes em pós-operatório de fraturas — especialmente de fêmur —, pacientes oncológicos, pessoas com doenças degenerativas e pacientes com lesões de pele de grau III e IV.
Os encaminhamentos podem ser realizados pelos hospitais onde o paciente esteve internado ou pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), após o retorno ao domicílio. A avaliação e a admissão seguem instrumento padronizado e alinhado ao Protocolo Nacional do Programa Melhor em Casa, garantindo critérios de segurança e qualidade para a assistência.
Para o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, a consolidação do programa reforça a proposta da gestão municipal de aproximar os serviços de saúde da população e oferecer um atendimento cada vez mais humanizado. “O Melhor em Casa está estruturado dentro do direcionamento do prefeito Marçal Filho de garantir qualidade no atendimento em saúde, com um acompanhamento humanizado, eficaz e adequado às necessidades de cada paciente”, ressalta. “O cuidado para dentro da casa das pessoas, quando há indicação para isso, representa mais comodidade para o paciente e sua família e fazemos isso sempre prezando a integração entre os diferentes pontos da rede de saúde”, finaliza o secretário.

