Foto Divulgação Arquivo ZMP
A técnica apurada no futebol e a facilidade de fazer amigos eram características de Robertinho. Ambidestro, atuava nas duas extremas com a mesma eficiência. Jogou no Bahia de Feira e no Fluminense e jamais esqueceu os amigos feitos na Cidade Princesa. Mais um campeão baiano de 1969 que deixou o gramado da vida no mês de setembro.
Seu estilo dentro de campo, muito técnico e tático, jogando para a equipe, apesar da qualidade individual, era uma repetição do seu cotidiano fora dos gramados. Por isso mesmo, Robertinho, campeão baiano de 1969 pelo Fluminense, jamais esqueceu o período passado em Feira de Santana, inicialmente no Bahia de Feira e depois no Touro do Sertão.
Aqui, mesmo dedicando-se ao futebol, conseguia tempo para continuar os estudos no Colégio Estadual e fazer bons amigos, dos quais só se afastou há dois anos, por questões de saúde. Antes disso, vinha a esta cidade duas vezes por ano para rever os amigos.
Eduardo Roberto Barreto, conhecido como Robertinho, começou muito cedo no futebol sergipano, atuando no Confiança e no Sergipe. Estava cotado para seguir para o futebol do Rio de Janeiro quando o Bahia de Feira entrou em sua vida, em 1967. Na verdade, o saudoso desportista Juca Dias, Joselito Julião Dias, viu-o em ação em Aracaju e disse: “Seu lugar é no Bahia de Feira”. E assim aconteceu.
Em 1969, Robertinho reforçou o elenco do Fluminense ao lado de Freitas e Ubaldo, também do Bahia de Feira, para conquistar o título estadual.
Robertinho retornou a Sergipe, onde atuou no Confiança e no Cotinguiba, mas, ao lado do futebol, manteve os estudos como prioridade, formando-se em Educação Física. Depois de deixar os gramados, tornou-se um conceituado professor da área, atuando nas redes estadual e municipal de educação em Aracaju.
Como lazer, além da leitura, dos bons filmes e do futebol pela televisão, Robertinho gostava de músicas românticas. Chegou a gravar alguns CDs, que eram dedicados aos amigos, entre eles Willy Mendes, presidente do São Paulo de Feira.
Robertinho faleceu aos 81 anos de idade, na manhã do dia 23 de setembro, em Aracaju, onde foi sepultado no dia seguinte.
Por Zadir Marques Porto.