As autoridades iranianas afirmaram nesta quarta-feira que receberam uma resposta formal dos Estados Unidos à sua proposta para acabar com o conflito no Oriente Médio.
A informação foi noticiada pela imprensa estatal, que não revelou o conteúdo.
Há alguns dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta iraniana, mas Teerã segue aguardando uma resposta oficial por meio do Catar, que atua como mediador.
Após mais de sete meses de conflito e bloqueio diplomático, as negociações indiretas entre americanos e iranianos foram retomadas na semana passada à margem da Assembleia Geral da ONU, mas o estágio continua extremamente incerto.
O Irã afirma que apresentou sete condições para acabar com as hostilidades e reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, principal foco de divergência na guerra.
Uma importante via marítima foi fechada no início da guerra, com os ataques de Israel e dos Estados Unidos, no fim de fevereiro.
O governo dos Estados Unidos respondeu alguns meses depois com a imposição de um bloqueio aos portos iranianos, uma medida que afeta as exportações de petróleo bruto de Teerã.
Nem todas as condições são iranianas conhecidas publicamente, mas foi divulgado que Teerã exige o fim das hostilidades em todas as frentes de batalha do Oriente Médio, incluindo o Líbano, onde Israel enfrentou o movimento pró-iraniano Hezbollah.
Também exige o desbloqueio de seus ativos congelados no exterior e o fim das avaliações que afetam o setor petrolífero.
Uma calma relativa foi observada na região nas últimas semanas.
As forças militares dos Estados Unidos não atacaram o Irã desde 1º de setembro, mas algumas embarcações são alvos frequentes no Estreito de Ormuz.
Washington, no entanto, intensificou a guerra económica contra o Irão, com avaliações às companhias aéreas iranianas e a promessa de adoptar uma postura inflexível com as empresas estrangeiras que prestam assistência a tais grupos.