Eduardo Metzke estava andando de moto no Rio de Janeiro quando foi cercado por outras duas.
Um dos motociclistas apontou uma arma para sua cabeça e detalhes que ele entregou o celular e a senha.
Nas horas seguintes, o homem de 29 anos experimentou a impotência dos ladrões retirando até 80 mil reais de seus aplicativos bancários, em sua maioria sem crédito, enquanto tentava bloquear suas contas.
Eduardo Metzker, Vítima de roubo de celular "Sai um dinheiro que eu nem tinha esse dinheiro como cartão de crédito era em dinheiro meu, Tiraram de mim algo que nem era meu.
Isso, Então fiquei devendo. Fui negativado no Serasa, por exemplo, meu nome é negativado até a justiça tirar." Desde que foi assaltado, ele tem um celular para sair à rua e outro que sai em casa, com seus aplicativos bancários.
O primeiro aparelho é conhecido como "o celular do ladrão", uma estratégia, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, empregado por 30% dos brasileiros cerca de 65 milhões de pessoas.
O roubo de celulares, que pode envolver violência, fraude financeira e até assassinato, se tornou um símbolo da crise de segurança que assola cidades brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo.
Na capital paulista, uma modalidade específica cresceu nos últimos anos: os vidros estourados em meio ao trânsito.
Foi o que aconteceu com Tabata Lenk.
A ação foi toda gravada por um sistema de vídeo no carro da vítima.
Tabata Lenk, Vítima de roubo de celular "Eu tinha acabado de ser demitido do meu serviço, então foi bem complicado. Eu estava num dia bem, bem triste e pensando em como ia pagar minhas contas, minhas contas, inclusive meu celular que eu tinha acabado de comprar, que eu trabalhava com a internet e tinha acabado de fazer esse investimento."
Em seu relatório anual, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública disse que este crime “parece sintetizar uma tendência de pânico em relação à violência urbana”.
Uma pesquisa da entidade, publicada em maio, estimou que cerca de 14 milhões de pessoas sofreram vítimas desse crime nos 12 meses anteriores no Brasil.
Mas o relatório, baseado em dados oficiais, aponta que apenas 830 mil celulares foram registrados como roubados em 2025.
Pesquisas mostram que a segurança é a principal preocupação dos brasileiros nestas eleições, marcadas para domingo.
O presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato não consecutivo, e seu adversário de direita, o senador Flávio Bolsonaro, prometeram tomar medidas drásticas.
O filho “01” do ex-presidente promete quadruplicar as penas de prisão para este crime, enquanto o petista afirmou que sua meta é “o roubo do telefone zero”.