
Desde outubro de 2023, foram realizadas 13 fases da Operação Mute, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com revistas em quase 50 mil celas de mais de 1,4 mil unidades prisionais.
O objetivo é impedir a comunicação entre presos e criminosos que estão fora das cadeias. Segundo o Ministério da Justiça, os aparelhos podem ser usados para manter contatos com integrantes de organizações criminosas e até para a prática de novos crimes.
Nas buscas, os policiais encontram celulares escondidos em colchões, encanamentos e buracos nas paredes.
Na fase mais recente, realizada entre os dias 21 e 25 de setembro, foram apreendidos 598 celulares em presídios de todos os estados e do Distrito Federal.
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, problemas estruturais, falhas de segurança, superlotação e possíveis casos de corrupção estão entre os fatores que facilitam a entrada dos aparelhos.
O Ministério da Justiça afirma que também investe em equipamentos, drones e treinamento para reforçar a segurança dos presídios.
Para 2026, estão previstos 27,7 milhões de reais em investimentos nessa área.