“Preocupações com a segurança”.
Esse foi o motivo alegado, nesta sexta-feira, pelos Estados Unidos e Austrália para alterações no funcionamento de suas representações diplomáticas no Brasil.
Washington anunciou que “cidadãos americanos que precisam de assistência de emergência durante esse período não devem comparecer à Embaixada, aos Consulados nem a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos”.
Camberra também optou por fechar a sua embaixada nesta sexta-feira.
Nenhuma das duas representações diplomáticas revelou detalhes sobre os motivos do fechamento, nem sobre quando retornarão o atendimento.
A suspensão acontece dois dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, uma disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro.
O presidente americano, Donald Trump, aliado do antigo capitão do exército, condenado por tentativa de golpe de Estado contra Lula ao final de seu mandato, disse na quinta-feira que acompanha as eleições no Brasil “muito de perto”. Lula já alertou o americano mais de uma vez que ele não deve “se medir” nas eleições.
Após uma denúncia publicada pelo jornal britânico The Guardian, a Advocacia-Geral da União solicitou a investigação de um suposto plano do governo americano para usar recursos públicos com o objetivo de promover uma “agenda de extrema direita” no Brasil.
Na noite de quinta-feira, um falso alerta de bomba em frente à sede do Supremo Tribunal Federal, perto da embaixada americana, obrigou a polícia a fechar várias ruas do centro de Brasília.