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Entenda como São Paulo monitora a situação epidemiológica do sarampo
São Paulo monitora cadeias de transmissão e mantém ações de vacinação; cobertura da primeira dose contra o sarampo alcança 93,24%
06/10/2026 17h27
Por: Redação Fonte: Secom SP

São Paulo monitora as cadeias de transmissão do sarampo identificadas no estado desde junho e acompanha a possibilidade de interrupção da transmissão em alguns municípios. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) , o monitoramento mais recente aponta redução da circulação do vírus em parte dessas cadeias. Ao mesmo tempo, a cobertura da primeira dose da vacina contra o sarampo subiu de 86,56%, em abril, para 93,24%, em julho.

As cadeias de transmissão permitem identificar como os casos estão relacionados e acompanhar o caminho percorrido pelo vírus entre pessoas infectadas e seus contatos. A análise considera critérios epidemiológicos e laboratoriais e ajuda a orientar medidas como busca ativa, acompanhamento de contatos e vacinação.

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No estado, as cadeias identificadas desde junho seguem em acompanhamento pelas equipes municipais e pela SES-SP. Em algumas delas, não foram registrados novos casos relacionados nos períodos mais recentes. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância acompanha o período necessário para avaliar se houve interrupção das cadeias associadas aos casos registrados nesses municípios.

Para que uma cadeia seja considerada encerrada, é necessário completar 12 semanas sem novos casos relacionados, contadas a partir do início das manchas vermelhas na pele, chamadas de exantema, do último paciente confirmado. Durante esse período, continuam a investigação das notificações suspeitas, a busca ativa de casos e o acompanhamento dos contatos.

A primeira cadeia identificada neste ano, registrada entre março e abril e associada a dois casos importados, já foi encerrada após o cumprimento desse período sem novos registros relacionados. As cadeias identificadas em junho, julho e agosto permanecem em monitoramento.

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O acompanhamento também inclui a investigação de novos casos identificados durante esse processo. Até o momento, São Paulo soma 41 confirmações de sarampo em 2026, sendo 37 na capital, duas em São Bernardo do Campo, uma em Guarulhos e uma em Santo André. Nenhum dos pacientes morreu em decorrência da doença.

As ações de vigilância incluem investigação dos casos, rastreamento de contatos, busca ativa e análise laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

Nos casos confirmados, também é realizado o sequenciamento genético do vírus pela Fiocruz, laboratório nacional de referência para o sarampo. A análise complementa a investigação epidemiológica e ajuda a identificar possíveis relações entre os casos e as cadeias de transmissão.

De acordo com a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) “Prof. Alexandre Vranjac”, Tatiana Lang D’Agostini, nos municípios com casos confirmados as equipes mantêm o acompanhamento dos contatos e realizam ações de bloqueio vacinal de acordo com cada investigação epidemiológica.

Como funcionam as cadeias de transmissão

A cadeia de transmissão ajuda a entender como os casos de sarampo estão relacionados e de que forma o vírus passou de uma pessoa para outra. Essa análise permite à vigilância identificar possíveis contatos de pessoas infectadas e adotar medidas para interromper novas transmissões. Para definir uma cadeia, são considerados o período em que os casos ocorreram, a possível ligação entre os pacientes e, quando disponíveis, os resultados de exames laboratoriais que ajudam a confirmar a relação entre eles.

O sarampo é uma doença respiratória altamente contagiosa. A transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento das manchas vermelhas na pele, o que torna o acompanhamento dos contatos e a vacinação medidas importantes para interromper a circulação do vírus.

Contexto epidemiológico

O Brasil mantém o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo, mesmo com a confirmação de casos neste ano em São Paulo, no Amazonas e no Rio de Janeiro. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) descreve a situação do Brasil e do Estado de São Paulo como de transmissão limitada, com casos esporádicos, cadeias de transmissão identificadas e medidas de contenção adotadas.

Perfil dos casos

Dos 41 casos confirmados no estado, 31 ocorreram em pessoas sem registro de vacinação contra o sarampo ou com esquema vacinal incompleto. Nenhum dos casos confirmados evoluiu para óbito.

Cerca de 61% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos, faixa etária mais vulnerável à doença. A concentração de registros nesse grupo reforça a importância da dose zero nos municípios onde a estratégia está indicada.
“A dose zero protege os bebês, mas não substitui a vacinação de rotina. Também é importante que os adultos confiram a caderneta de vacinação e procurem uma unidade de saúde caso precisem atualizar as doses. A vacinação protege quem recebe a vacina e também contribui para reduzir o risco de transmissão para crianças que ainda não completaram o esquema”, orienta Tatiana.

Vacinação

A cobertura vacinal contra o sarampo apresentou crescimento no estado ao longo de 2026. A cobertura da primeira dose passou de 86,56%, em abril, para 93,24%, em julho. A segunda dose avançou de 72,72% para 78,37% no mesmo período.

A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas.

Confira o esquema de vacinação:

Informação protege

O portal Vacina 100 Dúvidas reúne informações sobre vacinação, segurança das vacinas, calendário e prevenção de doenças. A plataforma pode ser acessada gratuitamente em www.vacina100duvidas.sp.gov.br .