
A funcionária do Instituto Siberiano de Pesquisa da Peste de Irkutsk, Darya Shipilova, morreu no dia 2 de outubro após desenvolver uma pneumonia de origem indeterminada.
Relatos não confirmados nas redes sociais sugeriram um possível acidente de laboratório.
Um órgão regulador russo rejeitou a versão.
Cerca de 200 pessoas foram colocadas em quarentena, e uma autoridade local disse que 60% já foram liberadas.
De acordo com ela, nenhum patógeno relevante foi encontrado nas pessoas que tiveram contato com Shipilova.
Malick Gibani, professor associado de vacinologia bacteriana do Imperial College London, comentou o caso.
"Pode ser considerado um caso suspeito, já que ela trabalhou em uma instituição que lida com essa bactéria e há esse relato de uma possível exposição dentro do laboratório. E a peste pode causar uma doença semelhante à pneumonia, que é rapidamente fatal."
A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis e pode ser tratada com antibióticos quando indicada rapidamente.
Sua forma pneumônica afeta os pulmões e pode ser transmitida entre pessoas.
Gibani afirmou que, até agora, não há sinais de um surto generalizado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu ajuda à Rússia e disse não acreditar que a morte de um cientista esteja relacionada a uma suposta arma biológica.
O caso também foi comentado pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom.
“A OMS solicita mais informações sobre os exames laboratoriais realizados na pessoa que morreu e em seus contatos, além de detalhes sobre o que motivou as medidas de saúde pública e sobre o estado de saúde desses contatos.”
Levando em conta o impacto causado pela pandemia de Covid-19, o caso acendeu o alerta sobre futuras ameaças biológicas.