A Corte atendeu a um pedido feito pela defesa do ex-procurador e deputado cassado.
Dallagnol teve o registro de candidatura aceito no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná por 4 a 3. Adversários do ex-procurador da Lava Jato apresentaram recurso ao TSE pedindo o indeferimento.
O ministro Floriano de Azevedo Marques havia derrubado a decisão do TRE-PR que validou a candidatura de Dallagnol e determinado o indeferimento do registro. Floriano também havia declarado nulos os votos atribuídos à chapa.
No domingo da eleição, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão de Floriano, mandou validar eventuais votos recebidos por Dallagnol e mandou o caso ao plenário.
O ex-procurador foi o segundo senador mais votado, com mais de 2,9 milhões de votos, cerca de 25,1% dos votos válidos.
O Ministério Público Eleitoral já se manifestou pela aprovação do registro de candidatura.
A discussão sobre a elegibilidade de Deltan Dallagnol começou nas eleições de 2022. Em 2023, o TSE cassou o registro da candidatura dele, o que levou à perda do mandato de deputado federal.
Na época, o tribunal entendeu que Dallagnol cometeu fraude à Lei da Ficha Limpa ao deixar o Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos internos que poderiam levar à sua demissão.