
A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira, uma busca por armas na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
João Henrique Nascimento de Freitas, advogado do líder de extrema-direita, afirmou que nada foi encontrado no local, o que foi confirmado pela PF em um documento consultado pela AFP.
A busca foi uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que condicionou a continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro à entrega de todas as armas registradas em seu nome - cerca de dez, incluindo pistolas, fuzis e uma espingarda -, após uma delas ter sido encontrada em posse de um de seus guarda-costas.
A defesa do ex-presidente entregou a maior parte do arsenal, mas informou que uma espingarda adquirida por Bolsonaro nunca chegou até suas mãos.
Moraes considerou essa explicação "inconsistente" com os registros existentes e observou que ela não era respaldada por nenhuma documentação, segundo o documento que ordenou a apreensão, ao qual a AFP teve acesso.
O ministro também detectou uma "discrepância" geral entre o número de armas registradas e aquelas efetivamente entregues às autoridades. Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após perder a eleição presidencial de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre pena em sua casa em Brasília desde março por motivos de saúde, um benefício "humanitário" que Moraes renovou na semana passada.