A Marinha da China anunciou, nesta segunda-feira, um teste bem-sucedido de lançamento de um míssil sem ogiva nuclear no Pacífico, o que provocou a condenação de vários países da região.
O lançamento ocorreu poucas horas depois de Austrália e Fiji assinarem um importante tratado de defesa, considerado um instrumento para que o governo australiano contenha a crescente influência diplomática e econômica de Pequim na estratégica região do Pacífico Sul.
O teste desta segunda-feira não é algo inédito: em setembro de 2024, a China já havia lançado ao Pacífico um míssil balístico intercontinental, também sem ogiva nuclear, algo que não acontecia em águas internacionais há mais de 40 anos.
A Marinha chinesa afirmou em um comunicado que o disparo de teste é parte dos exercícios militares anuais de rotina da China e que uma notificação prévia foi enviada aos países afetados.
Ainda segundo a Mariha chinesa, o lançamento não foi direcionado contra nenhum país, nem contra um alvo em particular. O Conselho para Assuntos Continentais de Taiwan, responsável pelas relações com Pequim, afirmou que, com esse lançamento, o Exército chinês "agrava as tensões na região e põe em risco a paz e a estabilidade regionais".