Stefanutto está preso desde novembro do ano passado e foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
A PF aponta indícios de envolvimento de Stefanutto em crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Segundo a investigação, ele teria utilizado os cargos que ocupou em favor do esquema e, em troca de uma omissão deliberada na fiscalização, recebido propinas mensais recorrentes que chegaram a 250 mil reais.
A rede de lavagem de dinheiro teria envolvido o recebimento de recursos por meio de contas de terceiros. As investigações apontam ainda que ele era conhecido pelo apelido de “Italiano”.
A defesa de Stefanutto afirma que o ex-presidente do INSS não praticou qualquer ato ilícito.
A manifestação será analisada pelo relator da Operação Sem Desconto no STF, ministro André Mendonça.