
Agência Assembleia
O programa ‘Maranhão no Campo’ abordou, neste sábado (10), o potencial do babaçu como fonte de inovação, geração de renda e desenvolvimento social no Maranhão. Para falar sobre o tema, foi entrevistada a pesquisadora e chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Maranhão, Guilhermina Cayres, que destacou as pesquisas voltadas à criação de novos alimentos derivados do fruto e à valorização do trabalho das quebradeiras de coco.
Durante a entrevista, a pesquisadora ressaltou que o Maranhão é o maior produtor de amêndoas de babaçu do país e defendeu uma nova visão sobre a cadeia produtiva.
“Não devemos ver o babaçu como atraso. Devemos ver o babaçu como uma oportunidade de desenvolvimento de novos produtos e de novas oportunidades de geração de renda.”
Segundo Guilhermina, a proposta da Embrapa é unir o conhecimento científico aos saberes tradicionais das comunidades que trabalham com o babaçu há gerações. A partir dessa integração, são desenvolvidas tecnologias que agregam valor à produção e ampliam as oportunidades de comercialização.
Entre os produtos pesquisados estão biscoitos veganos, gelados vegetais, hambúrgueres à base de babaçu, farinhas especiais e bebidas vegetais produzidas a partir da amêndoa do fruto. Parte dessas tecnologias já foi desenvolvida em conjunto com grupos de quebradeiras de coco, permitindo que o conhecimento seja compartilhado e aplicado nas comunidades.
A pesquisadora também destacou o papel da ciência na promoção da inclusão social e produtiva. “É a ciência a serviço de problemas reais, mas principalmente a ciência próxima das pessoas.”
De acordo com a entrevistada, os projetos desenvolvidos pela Embrapa buscam fortalecer empreendimentos comunitários, gerar renda e criar oportunidades para que mais pessoas participem das diferentes etapas da cadeia produtiva do babaçu, desde a coleta até a comercialização.
‘Maranhão no Campo’ vai ao ar todos os sábados, às 8h, na TV Assembleia, canal 9.2 e também no canal do YouTube da TV Assembleia.