O levantamento leva em conta a opinião dos entrevistados sobre cinco assuntos da pauta de costumes e valores: legalização do aborto, pena de morte, redução da maioridade penal, casamento entre pessoas do mesmo sexo e prisão perpétua para crimes hediondos.
Neste ano, o índice chegou a 0,680, em uma escala que vai de zero a um. Quanto mais próximo de zero, mais progressista é a posição; quanto mais próximo de um, mais conservadora.
No ano passado, o índice ficou em 0,652. O maior número registrado foi em 2018, quando chegou a 0,689. O resultado coincidiu com o ano em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi eleito para a Presidência da República.
A pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas, em 120 municípios do país, entre os dias 9 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Além dos cinco assuntos que compõem o índice, o instituto também perguntou se os entrevistados eram a favor ou contra a flexibilização do porte de armas. Entretanto, como esses temas começaram a ser pesquisados apenas em 2023, eles não entraram no cálculo do índice.