A indefinição marca o chamado “cessar-fogo energético” entre Rússia e Ucrânia, anunciado pelos Estados Unidos no fim de semana.
O presidente americano, Donald Trump, comunicou a trégua dois dias depois de fechar um acordo para que Moscou fornecesse grandes quantidades de diesel aos mercados americano e mundial, suspendendo parte das sanções impostas à Rússia.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que cumpriria a trégua, mas que o país responderá em caso de ataque. Ele denunciou uma ofensiva, na noite de domingo, contra um campo de gás e um posto de combustível ucranianos.
“Se a Rússia quer parar nossos ataques de longo alcance contra suas refinarias de petróleo e suas exportações de petróleo, então a Rússia precisa parar seus ataques contra nosso sistema de energia e nossa infraestrutura crítica, e parar de matar nosso povo. Isso é apenas justo. E ouço de líderes em toda a Europa e em todo o mundo que eles nos apoiam nisso.”
Do lado russo, ainda não houve pronunciamento oficial sobre o cessar-fogo energético. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que “os contatos continuam”.
Os bombardeios ucranianos contra refinarias russas nos últimos meses irritaram Trump, que chegou a sugerir, no sábado, que os ucranianos deveriam poder escolher “um novo líder capaz de alcançar um acordo” de paz com Moscou.
Em resposta, Zelensky propôs um cessar-fogo de 60 dias com a Rússia, o que permitiria, segundo ele, organizar eleições. A proposta foi rejeitada pelo Kremlin, que sinalizou aceitar uma trégua apenas no dia de eventuais eleições.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, havia rejeitado categoricamente a proposta de Zelensky, afirmando que o presidente ucraniano “não merece” essa pausa nos combates.