
Os houthis rebeldes continuam avançando sobre Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen.
Segundo autoridades militares, nas últimas horas eles tomaram um assentamento cerca de 25 quilômetros ao sul.
Também foram registrados combates a apenas 10 quilômetros de Taiz e em uma montanha ao sul da região.
Na noite de segunda-feira, moradores contaram bombardeios intensos.
O governo responsabiliza os houthis.
Aviões de guerra iemenitas responderam atacando posições dos rebeldes.
Na semana passada, os houthis assumiram o controle da estrada principal que liga Taiz à cidade portuária de Áden.
Desde então, as tropas do Iêmen estão cercadas.
Para os rebeldes, a conquista de Taiz representaria um grande sucesso.
O governo manteria apenas a cidade de Marib, ao norte, sob seu controle.
Há dias, a situação em Taiz é muito grave.
Quase 600 mil pessoas vivem na cidade.
Segundo o governo, 80 mil delas fugiram por causa dos combates.
Além dos bombardeios constantes, os moradores também denunciaram a escassez de suprimentos.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações, quase não chegam alimentos e itens de ajuda humanitária à cidade.
Os preços dispararam.
Uma garrafa de água chegou a custar até 4 dólares.
"Cadê o governo? Por que não controla os comerciantes? Um saco de trigo custava pouco mais de 25 dólares. Agora eles pedem mais de 35. Quase 10 dólares a mais! Onde está o governo? Deveriam agir contra os comerciantes que estão retendo as mercadorias."
A guerra entre os houthis, aliados do Irã, e o governo do Iêmen apoiado pela Arábia Saudita voltou a se intensificar no mês passado.
O estopim foi o confronto entre os Estados Unidos e o Irã no Golfo.
Até então, uma trégua estava em vigor desde 2022.