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Integração do SAMU do Litoral à Central de Curitiba eleva atendimentos em 35,6%
A integração também reduziu etapas entre a regulação do chamado e o encaminhamento de pacientes graves, que passou a ser feito diretamente pela es...
14/10/2026 17h05
Por: Redação Fonte: Secom Paraná

As ligações atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), nos sete municípios do Litoral do Paraná, cresceram 35,6% no primeiro ano após a integração com a Central de Regulação de Urgência de Curitiba e Região Metropolitana. Entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, período anterior à mudança, foram somados 26.627 atendimentos. De 1º de outubro de 2025 a 30 de setembro de 2026, primeiro ano após a integração, foram 36.112 atendimentos. O resultado representa 9.485 atendimentos a mais. A média diária passou de 72,9 para 98,9 atendimentos.

O atendimento unificado na Central de Curitiba é responsável pela avaliação dos casos e a definição do recurso mais adequado para cada ocorrência. As equipes locais do Samu permaneceram nos municípios, enquanto a regulação passou a ser feita de forma integrada.

A medida abrangeu todos os municípios da 1ª Regional de Saúde, incluindo Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná. Com a incorporação do Litoral, a Central de Curitiba passou a coordenar o atendimento de 45 municípios. A estrutura também ampliou a integração com hospitais de referência da capital, dando suporte ao Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, avalia que a comparação com o período anterior à mudança mostra a capacidade de resposta da rede e o fortalecimento do acesso da população ao atendimento de urgência. “A integração do SAMU do Litoral à Central de Curitiba fortaleceu a regulação e ampliou a capacidade de resposta às emergências. Na regulação por Curitiba, o destino do paciente já é definido, diferente do que era antes. O regulador do Litoral precisava conversar com o regulador de Curitiba para buscar leitos na capital, por exemplo. Isso não acontece mais, porque é feito em tempo real”, afirmou Neves. “O crescimento dos atendimentos mostra que mais pessoas passaram a ser acolhidas e encaminhadas pela estrutura integrada, com mais segurança para a população e para as equipes”, concluiu o secretário.

MAIOR ALCANCE REGIONAL -O aumento foi registrado nos sete municípios analisados. Matinhos teve alta de 55,6%, passando de 4.487 para 6.983 atendimentos. Em Pontal do Paraná, o crescimento foi de 46,3%, de 3.822 para 5.592. Guaratuba passou de 3.896 para 5.131, alta de 31,7%, enquanto Paranaguá registrou aumento de 30,9%, de 11.214 para 14.680. Também houve crescimento em Guaraqueçaba, de 310 para 400 atendimentos, alta de 29%; em Morretes, de 1.427 para 1.714, aumento de 20,1%; e em Antonina, de 1.471 para 1.612, alta de 9,5% no volume de atendimentos válidos.

A gerente de Atenção às Urgências da Sesa, Giovana Fratin, explica que a centralização permite analisar cada chamado dentro de uma visão regional, com mais clareza sobre a disponibilidade de equipes, ambulâncias e portas hospitalares. “Quando a regulação está concentrada em uma central integrada, a decisão sobre o atendimento deixa de ser fragmentada e passa a considerar o conjunto da rede. Isso melhora o direcionamento dos recursos e dá mais agilidade ao cuidado de quem precisa do Samu no Litoral”, explicou a diretora.

ATENDIMENTO MAIS ÁGIL -A integração também reduziu etapas entre a regulação do chamado e o encaminhamento de pacientes graves, que passou a ser feito diretamente pela estrutura reguladora do Samu, sem a necessidade de acionar a Central de Leitos do Estado para cada decisão.

A organização favorece a escolha do recurso adequado e o encaminhamento para serviços de referência conforme a necessidade clínica.

A comparação dos registros mostra que o aumento ocorreu de forma contínua. Em todos os meses do primeiro ano após a mudança houve mais atendimentos do que no mesmo mês do período anterior.

ESTRUTURA ROBUSTA –O Paraná é hoje um dos estados mais bem estruturados do País para o atendimento de urgência e emergência com 100% do território coberto pelo SAMU, tempo médio de resposta de apenas 18 minutos e integração entre diferentes serviços.

No início da gestão, em 2019, a cobertura regionalizada da rede contemplava apenas 68% do território paranaense, deixando grandes vazios assistenciais em diversas regiões. Para reverter esse cenário, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), implementou um plano estratégico focado em centralização tecnológica e expansão de frotas avançadas, garantindo que o socorro médico chegue com a mesma agilidade e eficiência a qualquer cidadão, em todos os cantos do Paraná.

Para manter a engrenagem funcionando com excelência, o repasse financeiro mensal do Governo do Estado para o custeio das unidades avançadas cresceu expressivamente. No início de 2020, o investimento mensal era de R$ 5,71 milhões; em junho de 2026, esse montante atingiu a marca histórica de R$ 9.131.008,63 no mês, um salto de quase 60% nos recursos de manutenção da rede.